Ações da Microsoft caem 2% apesar de receita de nuvem subir 40%

Ações da Microsoft caem 2% apesar de receita de nuvem subir 40%

Ações da Microsoft caem 2% apesar de receita de nuvem subir 40%

A Microsoft publicou resultados do terceiro trimestre fiscal de 2026 com receita total de 82,9 mil milhões de dólares, acima das estimativas dos analistas, e lucro por ação de 4,27 dólares, também acima do consenso. Ainda assim, as ações caíram cerca de 2% no after-hours a 29 de abril de 2026, numa reação dos investidores que esperavam um sinal ainda mais forte de aceleração no segmento de nuvem e inteligência artificial.

Azure cresce 40%, em linha com o esperado

A divisão Azure e outros serviços de nuvem registou crescimento de 40% face ao período homólogo, ligeiramente acima dos 39% do trimestre anterior. O resultado correspondeu às expectativas de mercado, mas não foi suficiente para entusiasmar os investidores, que procuravam uma aceleração mais clara face à concorrência e à escala do investimento em IA.

Nuvem e IA continuam a ser o motor do negócio

O CEO Satya Nadella afirmou que o negócio de IA já ultrapassou uma taxa de receita anualizada de 37 mil milhões de dólares, um aumento de 123% face ao ano anterior. A Microsoft Cloud atingiu 54,5 mil milhões de dólares em receita, enquanto o comprometimento comercial restante subiu para 627 mil milhões de dólares, sinalizando procura forte para os próximos trimestres.

Despesas de capital pesam no sentimento

Apesar da força operacional, o mercado focou-se na subida agressiva do investimento em infraestrutura. A Microsoft elevou a previsão de capex para 2026 para cerca de 190 mil milhões de dólares, e o capex trimestral atingiu 31,9 mil milhões, o que reforçou receios sobre a velocidade de retorno desses gastos.

Comparação com a Alphabet alimenta a desilusão

A reação negativa também foi influenciada pela comparação com a Alphabet, que subiu após publicar resultados mais fortes do que o esperado e um crescimento mais impressionante na cloud. Para parte dos investidores, a Microsoft precisava de “impressionar” mais para justificar o nível atual de despesas e a pressão sobre as margens.

Mercado vê liderança, mas quer mais aceleração

A Microsoft continua a ocupar uma posição dominante em cloud e IA, com a Azure no centro da tese de crescimento. No entanto, o mercado passa a exigir não apenas crescimento robusto, mas também uma aceleração clara que compense o peso dos investimentos em data centers, chips e infraestrutura de IA.

Perspetiva para os acionistas

Para os acionistas, o trimestre confirma a qualidade do negócio e a dimensão da oportunidade em IA, mas também mostra que a fasquia subiu muito. A Microsoft mantém um perfil operacional muito forte, mas o curto prazo poderá continuar volátil enquanto o mercado avalia se as despesas bilionárias vão converter-se em crescimento suficientemente rápido.

Vê outras notícias!

Vê outras notícias!