Ações da Oracle caem 3%: analista mantém perspetiva positiva

Ações da Oracle caem 3%: analista mantém perspetiva positiva

Ações da Oracle caem 3%: analista mantém perspetiva positiva

As acções da Oracle caíram cerca de 3,4% esta sexta-feira, 24 de abril de 2026, após relatos de que a empresa cancelou uma encomenda de 300 a 400 racks Nvidia GB300 NVL72 à Super Micro Computer, num negócio estimado entre 1,1 e 1,4 mil milhões de dólares. A queda surge numa altura em que a Oracle expande agressivamente a sua infraestrutura de nuvem para suportar a crescente procura por cargas de trabalho de IA, com analistas a manterem uma visão optimista sobre o posicionamento de longo prazo da empresa.

Motivos da queda das acções

O cancelamento da encomenda levantou questões sobre os planos de despesas de curto prazo, mesmo quando os resultados financeiros mais recentes continuam a apontar para uma procura subjacente forte. No terceiro trimestre fiscal de 2026, a Oracle reportou obrigações de desempenho restantes de 553 mil milhões de dólares, um aumento de 325% face ao período homólogo, e um crescimento de 84% nas receitas de infraestrutura de nuvem para 4,9 mil milhões de dólares. As acções acumulam uma descida de cerca de 10% em 2026, reflectindo as preocupações dos investidores com o impacto do capex elevado no fluxo de caixa livre, apesar de um ganho de 28% no último ano.

Fundamentos sólidos e estratégia de IA

A Oracle delineou planos para angariar entre 45 e 50 mil milhões de dólares em 2026 para expandir a sua infraestrutura de nuvem, visando clientes como a OpenAI, Nvidia, xAI e Meta como parte do seu esforço para se tornar um fornecedor central de capacidade computacional para IA. Em 2025, a empresa acordou fornecer 300 mil milhões de dólares em poder computacional à OpenAI ao longo de cinco anos a partir de 2027, tendo também estabelecido uma parceria com a Nvidia para integrar a Oracle Cloud Infrastructure com a plataforma completa de computação de IA da Nvidia. A empresa já angariou 30 mil milhões de dólares através de uma combinação de obrigações de grau de investimento e acções preferenciais convertíveis obrigatórias.

Optimismo dos analistas

Dan Ives, analista da Wedbush Securities, iniciou cobertura da Oracle com recomendação de outperform e um preço-alvo de 225 dólares, implicando um potencial de valorização de cerca de 27,6% face aos níveis actuais. "Acreditamos que a Oracle está no caminho de se tornar um fornecedor de infraestrutura fundamental para a Revolução da IA, e o mercado está a interpretar erroneamente o ciclo de investimento agressivo e respaldado por contratos da empresa como risco especulativo", afirmou Ives numa nota a clientes, acrescentando que a Oracle está "nas fases iniciais de um reposicionamento significativo". Ives rejeitou igualmente o argumento bearish centrado na intensidade de capital, argumentando que esta visão "é retrospectiva e não aprecia a escala da procura contratada que sustenta o investimento." Segundo dados da LSEG, 35 dos 46 analistas que cobrem a Oracle classificam actualmente o título como compra ou compra forte.

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