Ações em destaque no pré-mercado: JPMorgan, Micron, UnitedHealth e o setor dos semicondutores

Ações em destaque no pré-mercado: JPMorgan, Micron, UnitedHealth e o setor dos semicondutores

Ações em destaque no pré-mercado: JPMorgan, Micron, UnitedHealth e o setor dos semicondutores

A sessão antes da abertura oficial de Wall Street fica marcada por movimentos expressivos em diversos setores, com a banca de investimento, os fabricantes de componentes tecnológicos e as grandes empresas de cuidados de saúde no centro das atenções dos investidores. O segmento dos semicondutores de memória enfrenta uma vaga de desvalorizações acentuadas, influenciado pelo desempenho negativo na sessão asiática na Coreia do Sul. O aumento da preocupação com as avaliações deste grupo surgiu após a CXMT ter anunciado planos para lançar um novo processador mais potente até ao final de 2026. Em consequência, as ações cotadas nos Estados Unidos da SK hynix, da Western Digital e da Seagate registaram perdas superiores a 5%, enquanto a Micron recuou 3,7% e a Sandisk desvalorizou 4,6%.

Resultados mistos marcam a banca norte-americana

No setor financeiro, as principais instituições apresentaram os seus números relativos ao terceiro trimestre, provocando reações diversas entre os investidores. O JPMorgan Chase viu os seus títulos avançarem perto de 1%, beneficiando da revisão em alta da previsão para a margem financeira de juros para a totalidade do ano. Ainda assim, a valorização foi travada pelo facto de os lucros e a receita trimestral terem ficado aquém das estimativas avançadas pelos analistas. Por sua vez, a Wells Fargo recuou 1,1% perante contas trimestrais divergentes: apesar de o lucro ajustado por ação ter atingido 1,87 dólares, superando a projeção de 1,85 dólares da LSEG, a receita fixou-se em 21,87 biliões de dólares, abaixo dos 22,3 biliões de dólares previstos. Em sentido francamente positivo, a Goldman Sachs subiu 2,8% após divulgar uma receita de 18,68 biliões de dólares no terceiro trimestre, superando com clareza os 16,71 biliões de dólares apontados pelo consenso de mercado.

Setor da saúde apresenta desempenhos contrastantes

Na área da saúde, os resultados trimestrais também geraram comportamentos distintos nas cotações. A UnitedHealth destacou-se com uma subida de 2%, impulsionada por números trimestrais que superaram largamente as expectativas. A seguradora de saúde reportou um lucro ajustado de 4,69 dólares por ação sobre uma receita de 112,69 biliões de dólares, face às projeções da LSEG que antecipavam um ganho de 4,14 dólares por ação e uma receita de 111,40 biliões de dólares. Em contrapartida, a Johnson & Johnson desceu mais de 2%, apesar de ter batido as estimativas ao alcançar um lucro ajustado de 2,59 dólares por ação numa receita de 25,4 biliões de dólares, contra os 2,54 dólares por ação e 25,28 biliões de dólares esperados pelos analistas.

Quedas acentuadas na restauração, biotecnologia e entretenimento

A Domino's Pizza recuou cerca de 3% no pré-mercado, numa reação desfavorável aos números do terceiro trimestre. Não obstante o lucro por ação e a receita terem superado as previsões dos analistas, o crescimento das vendas comparáveis nas lojas dos Estados Unidos ficou-se pelos 0,3%, alinhando-se estritamente com o consenso apurado pela FactSet. Numa situação ainda mais adversa, as ações da Syndax Pharmaceuticals tombaram 14% após a confirmação de que o ensaio de fase dois com o anticorpo axatilimab para tratamento da fibrose pulmonar idiopática falhou o objetivo primário. Nick Botwood, responsável de investigação e desenvolvimento da empresa, manifestou o desapontamento perante o desfecho do ensaio MAXPIRe. Por fim, a Six Flags registou uma quebra de 7% no seguimento de um incidente numa montanha-russa na Geórgia, que resultou na morte de um homem e ferimentos noutros utilizadores do parque.

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