Amazon acredita poder recuperar terreno na IA de fronteira no próximo ano

Amazon acredita poder recuperar terreno na IA de fronteira no próximo ano

Amazon acredita poder recuperar terreno na IA de fronteira no próximo ano

A Amazon admite que ficou atrás da OpenAI e da Anthropic nos modelos de IA mais avançados, mas acredita que poderá voltar a competir nesse segmento no próximo ano.

Reconhecimento do atraso

Peter DeSantis, vice-presidente sénior da Amazon responsável pelos esforços da empresa em semicondutores, IA e quantum, disse à CNBC que é uma leitura justa afirmar que os modelos da empresa ainda não estiveram “na fronteira” para as cargas de trabalho mais exigentes. A expressão “frontier” refere-se aos modelos de IA mais avançados.

Segundo DeSantis, a empresa seguiu uma abordagem deliberada para consolidar primeiro as bases, incluindo dados, arquitectura e infraestrutura. O executivo afirmou que a Amazon está no caminho que pretende seguir e que espera aproximar-se da concorrência no “coming year”.

Estratégia em duas frentes

A estratégia de IA da Amazon assenta em duas vertentes. Por um lado, a empresa tem o Bedrock, uma espécie de mercado de modelos de diferentes empresas acessível aos clientes da sua cloud. Por outro, lançou o Nova2 em dezembro, o seu modelo mais recente, com o objectivo de competir com a OpenAI e a Anthropic.

DeSantis revelou que o Nova2 já conta com cerca de 50 000 clientes. Ainda assim, sublinhou que a ambição da Amazon é ter um modelo visto como um dos mais capazes do mercado, embora reconheça que a empresa ainda não chegou a esse patamar com o Nova2.

Semicondutores no centro da aposta

A estratégia de IA da Amazon inclui também os semicondutores das marcas Trainium e Graviton. A empresa tem vindo a desenvolver chips próprios há vários anos, uma opção que, segundo DeSantis, permite melhorar o desempenho dos seus modelos de IA.

O responsável comparou a capacidade da Amazon à da Nvidia, referindo que a empresa está entre um grupo muito reduzido de actores com capacidade para desenhar o chip, definir as suas características físicas e também produzir esse chip.

Actualmente, a Amazon disponibiliza capacidade de computação através da Amazon Web Services, com a Anthropic entre os seus maiores clientes. Em abril, o presidente executivo Andy Jassy disse que a empresa poderia ponderar vender racks de chips Trainium a terceiros. DeSantis afirmou que ainda não existe calendário para isso, mas deixou claro que a Amazon quer participar no aumento da procura por infra-estruturas de IA.

O executivo admitiu ainda a possibilidade de a empresa vir a vender chips Graviton a terceiros, embora tenha dito que, para já, a Amazon não está a pensar em colocá-los fora da AWS.

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