Anthropic escolhe Accenture para implementar proposta de desaceleração da inteligência artificial

Anthropic escolhe Accenture para implementar proposta de desaceleração da inteligência artificial

Anthropic escolhe Accenture para implementar proposta de desaceleração da inteligência artificial

A Anthropic anunciou a seleção da Accenture como a sua primeira avaliadora externa integrada, marcando o primeiro passo concreto da empresa tecnológica para implementar a proposta do seu presidente executivo, Dario Amodei, de desacelerar o ritmo de desenvolvimento da inteligência artificial. Ambas as empresas acordaram investir pelo menos 1 bilião de dólares nos próximos cinco anos para capacitar esta área de atuação. No entanto, dada a urgência e a importância do tema, a Anthropic confirmou que irá financiar diretamente o trabalho inicial da Accenture.

A tecnológica esclareceu que, a longo prazo, o financiamento para este tipo de avaliações independentes deverá provir de fundos partilhados ou de fontes governamentais, tal como a empresa já tinha defendido na sua estrutura para inteligência artificial avançada apresentada em junho. Uma vez que estes mecanismos públicos ainda não existem, a Anthropic planeia colaborar com diferentes avaliadores sob diversos acordos financeiros para garantir a supervisão contínua dos seus sistemas.

O plano de Dario Amodei e a reação do setor tecnológico

A iniciativa surge após Dario Amodei ter apresentado um plano estruturado em três etapas para moderar a velocidade com que as empresas do setor melhoram os seus modelos mais avançados. A Anthropic e a sua principal rival, a OpenAI, têm estado sob forte escrutínio devido aos avisos de vários investigadores sobre os potenciais danos catastróficos que a tecnologia pode causar se não for devidamente controlada. A proposta de Amodei recebeu o apoio de figuras como Sam Altman, presidente executivo da OpenAI, e Elon Musk, líder da Tesla, embora outros líderes do setor, como Jensen Huang da Nvidia, tenham desvalorizado as preocupações com a regulamentação.

A primeira fase deste plano prevê a concessão de acesso total, semelhante ao de um colaborador interno, a avaliadores terceiros para verificar as práticas de segurança e reportar incidentes. A Anthropic assumiu este compromisso de forma unilateral e incentivou outras empresas do setor a adotarem a mesma postura. Numa fase inicial, a tecnológica vai integrar profissionais da Faculty, a unidade especializada em inteligência artificial da Accenture, para testar salvaguardas e avaliar se o comportamento dos modelos está alinhado com os valores humanos.

Responsabilidade partilhada e evolução do processo

A parceria estabelecida com a Accenture não é exclusiva, estando a Anthropic já em conversações com a organização sem fins lucrativos METR e com outras entidades independentes. A empresa fez questão de enfatizar que a responsabilidade final pela segurança dos seus modelos de inteligência artificial continua a ser inteiramente sua, e que a colaboração com avaliadores externos não reduz de forma alguma a sua prestação de contas perante o público e os reguladores.

Ao partilhar estes esforços iniciais, a Anthropic pretende que outros criadores de tecnologia possam acompanhar o processo e adotar medidas semelhantes. A empresa prevê que esta abordagem evolua à medida que o setor amadureça, prometendo divulgar novos detalhes assim que os trabalhos práticos comecem e novos avaliadores sejam integrados na equipa de monitorização.

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