Apple recua em bolsa após revelação sobre o novo Siri com IA

Apple recua em bolsa após revelação sobre o novo Siri com IA

Apple recua em bolsa após revelação sobre o novo Siri com IA

A Apple apresentou a renovação completa da sua estratégia de inteligência artificial, com um Siri mais conversacional e baseado em IA, apoiado pelo Gemini da Google e por melhorias internas. Apesar da reacção inicial positiva, as acções inverteram a tendência e fecharam em baixa, um movimento que a empresa considera secundário face ao que foi anunciado.

Siri ganha uma nova base de IA

Segundo a Apple, o Siri foi reconstruído com IA no centro e está agora mais capaz, mais contextual e mais personalizado. A assistente passa a funcionar também em AirPods e CarPlay, com modelos que correm tanto no dispositivo como em servidores privados na nuvem, preservando a privacidade dos dados.

A empresa refere ainda que o novo Siri tem reconhecimento do que está no ecrã, o que lhe permite perceber melhor pedidos feitos em contexto. Isso inclui procurar informação em conteúdos do utilizador, abrir aplicações, inserir dados e responder a perguntas sobre mensagens recentes ou imagens sem obrigar a abrir a aplicação correspondente.

Outro avanço é a integração em todo o sistema, que permite ao Siri executar tarefas como procurar conteúdo do utilizador, abrir apps e preencher informação. A Apple apresentou também uma nova metodologia de indexação de dados, desenhada para tornar a assistente mais eficaz a localizar e fornecer informação relevante.

Integração com apps e continuidade entre dispositivos

O Siri passa a ter também integração com aplicações de terceiros, embora a Apple tenha deixado em aberto a forma como os programadores irão explorar estas novas capacidades. Há ainda uma app dedicada ao Siri, com histórico de consultas e continuidade entre dispositivos, permitindo começar uma conversa num equipamento e retomá-la noutro.

Na prática, esta evolução torna a assistente mais útil para pesquisas mais longas e conversas com contexto acumulado, evitando que o utilizador tenha de recomeçar do zero sempre que muda de dispositivo.

Mercado reage com volatilidade, mas a leitura é de longo prazo

Antes do anúncio, as acções da Apple subiam mais de 3%. No final do evento, já estavam a cair mais de 1%, depois de terem atingido um novo máximo histórico intradiário durante a sessão. A leitura do mercado foi de curto prazo, mas o argumento central da Apple é que o mais importante é o conteúdo do anúncio e não a oscilação imediata da cotação.

A empresa também reforçou que continua a trabalhar nos seus próprios modelos de IA, tendo apresentado uma segunda versão dos Apple Foundation Models. Ao recorrer ao Gemini da Google, a Apple evita ter de competir sozinha na corrida pelos grandes modelos de linguagem e concentra-se no que já faz melhor, o ecossistema e a experiência do utilizador.

Com esta abordagem, a Apple acredita que pode continuar a impulsionar a adopção de IA nos seus dispositivos e, ao mesmo tempo, reforçar a sua divisão de serviços, que tende a ter margens mais elevadas.

Para a empresa, esta atualização marca uma mudança relevante na forma como os utilizadores interagem com os dispositivos. Em vez de dependerem de menus e navegação manual, passam a poder pedir ao Siri que encontre informação, trate de ficheiros e execute tarefas de forma mais natural.

O balanço interno apresentado pela Apple é claro: a base de Apple Intelligence está agora estabelecida e a experiência de IA nos seus produtos deve melhorar a partir daqui.

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