A ascensao dos agentes de IA impulsiona procura por processadores da AMD e Intel

A ascensao dos agentes de IA impulsiona procura por processadores da AMD e Intel

A ascensao dos agentes de IA impulsiona procura por processadores da AMD e Intel

O crescimento acelerado dos agentes pessoais de inteligencia artificial esta a dar uma nova vida a AMD e a Intel, apos varios anos em que a Nvidia dominou praticamente em exclusivo a industria com as suas unidades de processamento grafico (GPU). Durante anos, a unidade central de processamento (CPU) foi o elemento de trabalho essencial em servidores informaticos, ate a vaga da inteligencia artificial generativa redirecionar todas as atencoes para os chips graficos. Contudo, a transicao tecnologica recente para tarefas continuas esta a recolocar os processadores no centro das operacoes dos centros de dados, gerando fortes ganhos para as fabricantes de semicondutores tradicionais.

Este novo folego surge num momento em que solucoes autonomas comecam a chegar aos utilizadores em larga escala. Na ultima semana, a OpenAI disponibilizou o seu agente Dots, acompanhando a Meta, que apresentou o modelo Muse no inicio de setembro. O interesse foi imediato, com o produto da Meta a alcancar a lideranca da loja de aplicacoes da Apple em menos de duas semanas e a ultrapassar os cinco milhoes de descarregamentos. No mercado de capitais, as acoes da AMD e da Intel registaram valorizacoes de 32% e 21% no ultimo mes, superando as maiores empresas de tecnologia. Esta valorizacao permitiu a AMD integrar o grupo restrito de empresas avaliadas em mais de um triliaao de dolares.

A dinamica entre processadores e unidades graficas

A transformacao decorre da natureza do trabalho exigido pelos novos sistemas autonomos. Ao contrario de pedidos pontuais de texto, ferramentas como o Muse ou o Dots executam processos durante horas continuas em segundo plano, recorrendo a maquinas virtuais para segmentar a capacidade dos servidores. Enquanto as unidades graficas asseguram o processamento dos modelos de inteligencia artificial, os processadores coordenam os fluxos de trabalho e mantem a execucao operacional ativa. A nivel de infraestrutura, os chips da linha EPYC da AMD, com capacidades que chegam a 192 nucleos, oferecem uma relacao de custo substancialmente mais baixa face aos milhares de dolares requeridos por conjuntos de processadores graficos avancados.

As grandes operadoras de computacao em nuvem, designadas como hiperescaladores, continuam a basear grande parte dos seus servidores em tecnologia x86 fornecida pela Intel e pela AMD, embora desenvolvam tambem alternativas proprias baseadas em arquitetura Arm. Paralelamente, a propria Nvidia lancou o processador Vera, concebido de raiz para atender a computacao de agentes, e projeta que o segmento de unidades centrais atinja 200 bilioes de dolares ate 2030. Analistas de mercado apontam, no entanto, que a AMD detem atualmente um produto altamente competitivo neste espaco, beneficiando de uma quota de mercado de 46% nas unidades x86 e da compatibilidade dos seus sistemas com o software empresarial ja estabelecido.

Projeccoes de crescimento e receitas aceleradas

Os resultados financeiros comecam a refletir esta transformacao estrutural na procura dos centros de dados. No trimestre concluido em junho, a receita da divisao de centros de dados da AMD mais que duplicou, atingindo 6,7 bilioes de dolares e correspondendo a cerca de 60% das vendas totais da cotada. Estimativas externas apontam que a adocao do servico Muse podera representar ate 20% das vendas de semicondutores da fabricante em 2026, com os custos operacionais medios do agente calculados em 37 dolares por utilizador mensalmente, dependendo da intensidade das tarefas.

Com os fornecedores de infraestrutura a reverem em alta as suas necessidades de capacidade, as previsoes da industria apontam para uma rapida expansao. Projeccoes de mercado apontam que as vendas globais de processadores deverao atingir 118 bilioes de dolares ja em 2027. Por sua vez, as metas da AMD antecipam que este mercado alcance 220 bilioes de dolares ate ao final da decada, marcando uma expansao significativa face a estimativas anteriores e consolidando uma posicao vantajosa para as entidades capazes de responder tanto as necessidades de calculo como as de execucao nos centros de dados modernos.

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