AST SpaceMobile cai 15% após falha no lançamento do satélite BlueBird 7 pela Blue Origin

AST SpaceMobile cai 15% após falha no lançamento do satélite BlueBird 7 pela Blue Origin

AST SpaceMobile cai 15% após falha no lançamento do satélite BlueBird 7 pela Blue Origin

A AST SpaceMobile, empresa texana listada na Nasdaq sob o ticker ASTS, registou hoje uma queda de 15% nas ações, para cerca de 83 dólares, na sequência da falha no lançamento do seu satélite BlueBird 7 pela Blue Origin. O lançamento ocorreu no domingo, 19 de abril de 2026, às 7:25 a.m. ET, a partir do Complexo de Lançamento 36 na Estação da Força Espacial de Cape Canaveral, na Florida. Embora o foguetão New Glenn, no seu terceiro voo e com reutilização do primeiro estágio apelidado de “Never Tell Me the Odds”, tenha aterrado com sucesso numa plataforma flutuante no Atlântico, o estágio superior falhou na colocação do satélite na órbita pretendida.

O que correu mal no lançamento

O BlueBird 7 separou-se corretamente do veículo lançador e ligou-se com sucesso, mas foi posicionado numa órbita mais baixa do que o planeado. A AST SpaceMobile confirmou que a altitude é demasiado baixa para que os propulsores a bordo permitam manobras de correção, pelo que o satélite será desorbitado e destruído na atmosfera. A empresa estima recuperar o custo através da apólice de seguro, o que mitiga o impacto financeiro imediato. Esta foi a primeira falha registada no New Glenn da Blue Origin, apesar do êxito na recuperação do booster, um marco para a reutilização em missões espaciais.

Contexto da AST SpaceMobile e os planos de expansão

A AST SpaceMobile, sediada em Midland, Texas, desenvolve uma constelação de satélites em órbita baixa da Terra (LEO) para fornecer banda larga celular diretamente a smartphones standard, sem necessidade de modificações. Parcerias com gigantes como AT&T e Verizon sustentam o modelo de negócio, visando eliminar zonas mortas em áreas remotas. Até março de 2026, a empresa contava com 25 satélites em órbita, incluindo protótipos Block 1 e os mais potentes Block 2 BlueBird, permitindo serviço intermitente de mensagens de texto, alertas de emergência e dados não urgentes nos EUA. O BlueBird 7 destinava-se a integrar esta rede, aproximando o objetivo de 45 a 60 satélites necessários para serviço contínuo de banda larga, voz e vídeo até final de 2026.

Impacto na cotação e perspetivas futuras

A reação do mercado reflete a importância deste satélite para o cronograma agressivo da empresa, que previa até 13 lançamentos ao longo de 2026 com parceiros como SpaceX e Blue Origin. Apesar da desilusão, o atraso não compromete a viabilidade técnica já demonstrada, com serviço intermitente operacional. Analistas apontam que a recente correção bolsista, agravada por este contratempo, surge num contexto de rotação setorial na tecnologia, mas os marcos próximos, como atingir os 45-60 satélites, podem impulsionar uma recuperação. A AST SpaceMobile, que entrou em bolsa via fusão SPAC em 2021, evoluiu de conceito especulativo para entidade comercial operacional, com potencial para revalorização se o ritmo de lanços se mantiver.

Vê outras notícias!

Vê outras notícias!