As principais bolsas norte-americanas fecharam ontem em máximos históricos, impulsionadas por declarações do presidente Donald Trump sobre avanços nas negociações com o Irão. O S&P 500 subiu 18,33 pontos para 7041,28, o Dow Jones ganhou 115 pontos para 48.578,72 e o Nasdaq Composite avançou 86,69 pontos para 24.102,70. Este movimento ocorre no 11.º ganho em 12 sessões, com o mercado a subir mais de 10% desde o mínimo de finais de março, numa reação a esperanças de resolução do conflito com o Irão.
Declarações de Trump impulsionam otimismo nos mercados
Donald Trump afirmou que o Irão acordou entregar o seu stock de urânio altamente enriquecido, um passo chave para limitar as capacidades nucleares de Teerão no meio do conflito em curso com os EUA. Falando à imprensa na Casa Branca, o presidente descreveu as conversas como "muito próximas de um acordo de paz" e sublinhou que o Irão aceitou não possuir armas nucleares por um período de 20 anos, sem limite temporal nesse compromisso. Trump acrescentou que as negociações prosseguem de forma positiva e que conversas presenciais podem retomar no fim de semana, com Irão a querer firmemente um acordo.
Estas declarações surgem após uma série de tensões, incluindo ameaças de Trump de destruir infraestruturas energéticas iranianas caso Teerão não abrisse o Estreito de Ormuz. No dia 23 de março, adiou ataques militares por cinco dias devido a "conversas muito boas e produtivas". O Irão, por seu lado, anunciou ontem a reabertura do Estreito de Ormuz, via essencial para o comércio petrolífero global, sob rotas coordenadas, ligando o gesto a um cessar-fogo em curso. Teerão não confirmou ainda as alegações sobre o programa nuclear, mas o gesto alivia receios de disrupções económicas.
Contexto do conflito e negociações nucleares
As negociações entre EUA e Irão iniciaram-se a 12 de abril de 2025, após carta de Trump ao líder supremo iraniano Ali Khamenei, com prazo de 60 dias para acordo nuclear. Sem consenso, Israel atacou o Irão, desencadeando a guerra. Trump tem insistido num fim rápido do conflito, reafirmando a linha vermelha contra o desenvolvimento nuclear iraniano, disposto a usar força se necessário. A diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, confirmou alta confiança na localização dos materiais nucleares iranianos, embora o diretor da AIEA alerte para possíveis contentores falsos e capacidades iranianas irremovíveis por ataques militares.


