O novo plano estratégico, propõe cortes agressivos no preço dos medicamentos e novas regras de transparência para as seguradoras, visando devolver o controlo financeiro aos cidadãos americanos.
Sob o título "The Great Healthcare Plan", a administração norte-americana revelou um roteiro detalhado para reformar o sistema de saúde. O plano estrutura-se em quatro pilares fundamentais: a descida do preço dos fármacos, a redução dos prémios de seguros, a responsabilização das grandes seguradoras e a transparência total de preços.
Redução Drástica no Preço dos Medicamentos
Um dos pontos centrais da proposta é o corte no preço dos medicamentos de prescrição. O plano pretende codificar os acordos de "Nação Mais Favorecida", garantindo que os americanos paguem pelos fármacos os mesmos preços baixos praticados noutros países desenvolvidos.
Adicionalmente, o plano prevê:
• Expansão de medicamentos de venda livre: Permitir que mais fármacos seguros e verificados possam ser adquiridos sem receita médica, reduzindo a necessidade de consultas dispendiosas.
• Continuidade de acordos: Manter os negócios negociados voluntariamente com o HHS/CMS.
Reformas nos Seguros e Prémios
Para aliviar o custo para as famílias, o plano propõe que os fundos sejam enviados diretamente aos cidadãos, em vez de passarem por subsídios massivos às seguradoras. O objetivo é permitir que os americanos escolham o plano de saúde que melhor lhes convém.
O plano destaca ainda:
• Programa de redução de custos: O financiamento de um programa de partilha de custos que poderá poupar aos contribuintes pelo menos 36 mil milhões de dólares e reduzir os prémios mais comuns do Obamacare em mais de 10%.
• Eliminação de "kickbacks": Acabar com os esquemas de comissões entre gestores de farmácias e intermediários que inflacionam artificialmente os custos.
Responsabilização e Transparência
O plano introduz o padrão "Plain-English Insurance", que obriga as seguradoras a publicar comparações de taxas e coberturas em linguagem clara, eliminando o jargão técnico. As empresas serão também obrigadas a divulgar no seu site:
1. A percentagem de receitas gasta em sinistros versus custos fixos e lucros.
2. As taxas de rejeição de pedidos de reembolso e tempos médios de espera por cuidados de rotina.
Finalmente, a iniciativa "Post Prices on the Wall" exigirá que qualquer prestador de cuidados de saúde que aceite Medicare ou Medicaid publique os seus preços e taxas de forma proeminente, evitando "faturas médicas surpresa" para os pacientes.
Possíveis impactos
Setor segurador: aumento da concorrência e pressão sobre margens devido à transparência e eliminação de subsídios diretos.
Setor farmacêutico: cortes agressivos nos preços podem comprimir margens, afetando grandes players como Eli Lilly, Novo Nordisk e Pfizer.
Gestores de benefícios (PBMs): risco de perda de receitas devido ao fim de comissões opacas.
Empresas empregadoras: custos com planos de saúde poderão subir em média 9% em 2026, levando a adaptações estratégicas para controlar despesas.
O “The Great Healthcare Plan” representa uma mudança ambiciosa no sistema de saúde dos EUA, equilibrando redução de custos, maior transparência e responsabilidade das seguradoras. Se implementado com sucesso, poderá aliviar financeiramente os cidadãos, aumentar a competição no setor e redefinir a relação entre governo, pacientes e empresas de saúde, embora traga desafios significativos para seguradoras e farmacêuticas.

