China usará influência sobre o Irão para reabrir o Estreito de Ormuz, afirma Secretário do Tesouro norte-americano

China usará influência sobre o Irão para reabrir o Estreito de Ormuz, afirma Secretário do Tesouro norte-americano

China usará influência sobre o Irão para reabrir o Estreito de Ormuz, afirma Secretário do Tesouro norte-americano

O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou em entrevista à CNBC que a China utilizará a sua influência sobre o Irão para contribuir para a reabertura do Estreito de Ormuz. Esta declaração surge num contexto de bloqueio imposto pelo Irão desde o início de Março, em resposta a ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel que eliminaram vários líderes iranianos, incluindo o chefe de Estado, Ayatollah Ali Khamenei.

Interesse económico da China no Estreito de Ormuz

Bessent destacou que reabrir o estreito é do interesse vital da China, o maior importador mundial de crude. Cerca de 10% das suas importações provinham do Irão e mais de metade do Médio Oriente em 2024, de acordo com a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos. Quase todos os exportações de crude iraniano destinam-se à China. O Secretário do Tesouro enfatizou que a China tem um interesse superior ao dos Estados Unidos na reabertura da via, pois o bloqueio cortou as exportações de petróleo do Golfo Pérsico para o mercado global, provocando a maior disrupção de abastecimento da história. Antes da guerra, cerca de 20% do crude mundial passava pelo estreito.

Acordo entre Trump e Xi Jinping

Durante uma cimeira de dois dias em Pequim, esta quinta-feira, o Presidente Donald Trump reuniu-se com o Presidente Xi Jinping. Um responsável da Casa Branca confirmou que os líderes acordaram na necessidade de reabrir o Estreito de Ormuz para garantir o livre fluxo de energia. Xi Jinping expressou a oposição da China à militarização do estreito e a qualquer tentativa de cobrança de portagens. Embora os media estatais chineses não tenham mencionado especificamente Ormuz, referiram que os líderes trocaram opiniões sobre questões internacionais e regionais, incluindo a situação no Médio Oriente.

Pressões sobre o Irão e oportunidades para os EUA

O Irão reivindica controlo sobre a estreita via marítima, o que constitui um obstáculo nas negociações de paz paralisadas com os Estados Unidos, e planeia implementar um sistema de portagens para navios. Em resposta, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos para pressionar Teerão a chegar a um acordo. Nenhum petróleo foi carregado no principal terminal de exportação, a Ilha de Kharg, nos últimos três dias, indicou Bessent. Os tanques de armazenamento iranianos estão cheios, e sem navios a entrar ou sair, a produção começará a ser interrompida, conforme imagens de satélite demonstram.

Bessent revelou ainda o interesse da China em aumentar as compras de energia norte-americana face à disrupção no Médio Oriente. Os Estados Unidos planeiam intensificar as exportações de crude e gás natural liquefeito do Alasca, uma localização geográfica próxima e estável para a China e outros países diversificarem fontes de energia afastando-se do Médio Oriente.

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