Coinbase antecipa avanço na regulação de criptoativos nos Estados Unidos

Coinbase antecipa avanço na regulação de criptoativos nos Estados Unidos

Coinbase antecipa avanço na regulação de criptoativos nos Estados Unidos

A legislação federal destinada a criar um enquadramento abrangente para os ativos digitais nos Estados Unidos, conhecida como Clarity Act, reúne forte probabilidade de aprovação no Senado devido ao apoio alargado do setor dos criptoativos, de forças de segurança e de várias instituições bancárias. O presidente executivo da Coinbase, Brian Armstrong, manifestou otimismo em relação à viabilização do projeto, garantindo que os contactos mantidos com diversos agentes do setor indicam uma adesão generalizada à proposta legislativa que clarifica a supervisão repartida entre a SEC e a Commodity Futures Trading Commission.

Caminhos alternativos para a clareza regulatória

Mesmo na eventualidade de o diploma não conseguir aprovação na votação agendada para 15 de setembro, Brian Armstrong salienta que o desfecho continuará a ser favorável para a indústria. A SEC e a CFTC já comunicaram que estão prontas para avançar com a publicação de regulamentação própria, o que garantirá regras mais transparentes num prazo muito curto, independentemente da via parlamentar. O principal desafio no Senado consiste em assegurar 60 votos favoráveis, decorrendo ainda intensas negociações relativas a disposições éticas que, de acordo com Armstrong, estão muito próximas de um consenso final.

A eventual passagem do Clarity Act, apresentado em maio de 2025 e já validado pela Câmara dos Representantes em julho do ano passado, é descrita pela liderança da Coinbase como um passo decisivo. A definição de normas concretas poderá desbloquear a entrada de capital institucional e acelerar o lançamento de produtos inovadores no mercado norte-americano, como a emissão de ações cotadas através de tokens, representando um marco relevante para toda a economia digital.

Diversificação e expansão internacional

Em paralelo com as dinâmicas regulatórias, a Coinbase tem procurado diversificar as suas fontes de receita para lá da negociação direta de criptoativos a pronto, segmento que registou quebras contínuas ao longo do último ano. Cerca de metade da receita da empresa provém atualmente da negociação, tendo a plataforma expandido as suas operações para ações, matérias-primas e divisas, ao mesmo tempo que reforça atividades alternativas que incluem serviços associados a stablecoins e soluções de custódia para clientes institucionais.

As contas do segundo trimestre divulgadas em julho revelaram uma descida na receita para 1,2 biliões de dólares, face aos 1,5 biliões de dólares registados no período homólogo do ano anterior. A plataforma acumulou um prejuízo líquido de 359,5 milhões de dólares, contrastando com o lucro de 1,43 biliões de dólares obtido um ano antes, ficando aquém das projeções de Wall Street pelo terceiro trimestre consecutivo. Com as ações da Coinbase a acumularem uma desvalorização de quase 23% desde o início do ano, a empresa continua a apostar na presença internacional com bases nos Emirados Árabes Unidos e em Singapura para compensar momentos de maior lentidão ou hostilidade nos Estados Unidos.

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