30/01/2026
Ex-governador conhecido por críticas à política monetária pós-COVID é escolhido para liderar o banco central norte-americano
Donald Trump anunciou a nomeação de Kevin Warsh para assumir o cargo de presidente do Federal Reserve (Fed), numa altura em que o banco central norte-americano enfrenta um dos testes mais exigentes à sua independência e credibilidade.
Warsh, que já foi o mais jovem governador do Fed durante a crise financeira de 2008, é conhecido pelas suas posições firmes sobre política monetária. Entre os pontos mais relevantes do seu percurso e das suas declarações recentes destacam-se:
• Criticou o Fed por ter adiado demasiado a subida de taxas em 2022, argumentando que isso contribuiu para pressões inflacionistas mais fortes.
• Afirmou que o banco central perdeu credibilidade ao estimular excessivamente a economia após a pandemia de COVID-19.
• Sustenta que o Quantitative Easing (QE) inflacionou bolhas de ativos e agravou desigualdades económicas.
• Defende um Fed baseado em regras claras, em vez de decisões discricionárias.
• Pretende reduzir o balanço do banco central e colocar mais ênfase na estabilidade de preços.
A nomeação de Warsh sinaliza uma possível nova era na política monetária norte-americana, com foco em disciplina orçamental, menor intervenção no mercado e uma abordagem mais previsível e orientada por regras.
Analistas e investidores estão atentos às implicações desta escolha, que poderá influenciar decisões sobre taxas de juro, quantitative easing e estratégias de combate à inflação nos próximos anos.

