Estados Unidos pressionam Pequim por acesso ao mercado para a Mastercard e Citigroup

Estados Unidos pressionam Pequim por acesso ao mercado para a Mastercard e Citigroup

Estados Unidos pressionam Pequim por acesso ao mercado para a Mastercard e Citigroup

Representantes dos Estados Unidos insistiram junto de Pequim quanto a questões de acesso ao mercado para a Mastercard e a Citigroup durante, pelo menos, dois encontros bilaterais realizados em Banguecoque. As reuniões decorreram à margem dos encontros financeiros do Grupo dos 20 e da reunião anual do FMI e do Banco Mundial, contando com a presença da delegação do Tesouro norte-americano, liderada pelo secretário-adjunto Francis Brooke, que reuniu com responsáveis do Banco Popular da China e do ministério das finanças.

Estes contactos diplomáticos centraram-se na concretização dos acordos estabelecidos durante a visita de Estado do presidente chinês a Washington, no mês passado, onde a aprovação regulatória para empresas norte-americanas esteve no centro das negociações. Os encontros serviram para dar continuidade à implementação dos entendimentos alcançados entre as duas maiores economias mundiais, numa altura em que a China tem vindo a abrir progressivamente setores do seu sistema financeiro a entidades estrangeiras, ainda que mantenha restrições nos fluxos de capitais e forte domínio estatal nos pagamentos.

No caso específico dos gigantes financeiros envolvidos, a Mastercard opera atualmente pagamentos com cartões em yuan na China através de uma parceria local iniciada em 2024, mas a nova aprovação pendente poderá permitir-lhe operar de forma independente. Por sua vez, a Citigroup tem vindo a reforçar a sua equipa local com dezenas de colaboradores e pretende obter uma licença integral de títulos para desenvolver atividades de corretagem, subscrição e investigação no mercado local, num processo de candidatura que remonta ao final de 2021.

Estas movimentações diplomáticas e comerciais antecedem um novo encontro presencial previsto entre os líderes de ambas as nações, agendado para a cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico em Shenzhen. Analistas do setor indicam que a atribuição de licenças a empresas financeiras norte-americanas constitui uma concessão limitada, mas serve como um sinal positivo de que o ambiente comercial bilateral permanece estável e de que Pequim pretende manter o dinamismo na abertura económica.

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