Exportações de petróleo da Venezuela atingem máximo de sete anos com procura dos EUA e Índia

Exportações de petróleo da Venezuela atingem máximo de sete anos com procura dos EUA e Índia

Exportações de petróleo da Venezuela atingem máximo de sete anos com procura dos EUA e Índia

As exportações de petróleo da Venezuela cresceram 14% em abril, para 1,23 milhões de barris por dia, o maior volume mensal desde finais de 2018, antes das sanções americanas à indústria energética do país. Este aumento deve-se à procura elevada dos Estados Unidos, Índia e Europa, conforme dados de embarques e documentos da estatal PDVSA divulgados a 1 de maio de 2026.

Destinos principais e volumes exportados

Os Estados Unidos foram o maior destino, com cerca de 445 mil barris por dia exportados diretamente, um acréscimo face aos 363 mil de março. Para a Índia, as exportações subiram para 374 mil barris diários, contra 342 mil no mês anterior, com a refinaria Reliance Industries a receber carregamentos diretos da PDVSA e aquisições adicionais via empresas de trading. Na Europa, os envios aumentaram para 165 mil barris por dia, dos 144 mil anteriores. Adicionalmente, 187 mil barris diários de petróleo bruto e combustíveis foram direcionados para terminais no Caribe para venda posterior.

Participação das empresas e contexto pós-sanções

Empresas de trading geriram 56% do total, ou 691 mil barris por dia, enquanto a Chevron, americana, ficou responsável por 25%, equivalente a 308 mil barris, superior aos 267 mil de março. Este ressurgimento ocorre após o relaxamento das sanções dos EUA, que permitiu o retorno de diluentes essenciais para o transporte do petróleo viscoso venezuelano. As importações de diluentes atingiram quase 5 milhões de barris em abril, contra 4,5 milhões em março, impulsionando a produção para perto de 1 milhão de barris diários em março, o maior desde 2019.

Negociações internacionais e diversificação

O aumento reflete negociações entre os EUA e a Índia para diversificar fontes de abastecimento, com Washington a incentivar Nova Deli a comprar petróleo venezuelano em vez de outros fornecedores sancionados. A Índia, terceiro maior importador mundial, reduziu recentemente compras a fornecedores como a Rússia sob pressão americana, abrindo espaço para o crudo venezuelano. A produção petrolífera da Venezuela, que detém as maiores reservas provadas globais, com mais de 300 mil milhões de barris, recupera assim terreno perdido nos últimos anos devido a restrições políticas e logísticas.

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