28/01/2026
Decisão do FOMC surpreende com dois votos dissidentes a favor de corte e realça incertezas na economia; mercados reagem de forma mista
O Federal Reserve (Fed) decidiu manter inalteradas as taxas de juro em 3,75%, numa reunião do Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC) realizada a 28 de janeiro de 2026, cumprindo amplamente as expectativas dos mercados. Esta marca a primeira vez desde julho de 2025 que o banco central norte-americano suspende os cortes de taxa.
O FOMC votou por 10-2 a favor de manter as taxas, enquanto dois governadores. Os responsáveis reforçaram que a atividade económica continua a expandir-se a um ritmo sólido, e que o desemprego tem mostrado alguns sinais de estabilização. Ainda assim, a autoridade monetária sublinhou que a inflação permanece algo elevada, reforçando o compromisso de alcançar a meta de 2% a longo prazo.
O comunicado também referiu que a incerteza sobre as perspetivas económicas “permanece elevada”, deixando claro que o banco central continua vigilante face a riscos globais e domésticos.
Importa referir que, o corte de dezembro pode ter sido o último de Jerome Powell enquanto presidente do Fed, uma vez que o seu mandato termina em maio.
Reação dos Mercados
A decisão do Fed provocou uma reação imediata nos mercados financeiros:
Ações nos EUA subiram modestamente, refletindo alívio pela estabilidade das taxas;
Dólar norte-americano fortaleceu-se face a outras moedas;
Rendimentos dos Treasuries a 10 anos aumentaram;
Ouro registou um rali, provavelmente devido a perspetivas de taxas mais elevadas por mais tempo.
Contexto
Depois de uma série de cortes de taxa em 2025, esperava-se que o Fed pudesse prolongar a flexibilização monetária em 2026. No entanto, os dados económicos recentes, especialmente a relativa robustez do emprego e a persistência da inflação, influenciaram a decisão da maioria dos membros do FOMC em pausar o ciclo de descidas.
A perspetiva geral é de que o banco central continuará a monitorizar cuidadosamente os dados de inflação e emprego nos próximos meses antes de considerar qualquer novo ajuste às taxas de juro.

