O presidente executivo da FedEx Freight, John Smith, afirmou que a separação da FedEx vai permitir à empresa investir de forma mais agressiva em iniciativas de crescimento e competir melhor no mercado de transporte less-than-truckload, ou LTL.
Mais autonomia para investir
Num comentário à CNBC, Smith explicou que a empresa passa agora a controlar com mais liberdade as decisões de capital e investimento, o que, na sua perspetiva, lhe permitirá canalizar recursos específicos para a operação LTL. Para o gestor, essa mudança pode ajudar a FedEx Freight a ultrapassar os seus concorrentes.
A FedEx Freight começou a negociar como empresa independente na segunda-feira, após ser separada da FedEx. Trata-se do maior operador LTL da América do Norte, num mercado em que várias encomendas de diferentes clientes são combinadas no mesmo camião, permitindo às empresas transportar mercadoria de forma mais eficiente do que ao pagar por um reboque completo.
Entre os concorrentes do setor contam-se a Old Dominion Freight Line, a ArcBest e a XPO.
Negócio secundário dentro do grupo maior
Smith referiu que, enquanto fazia parte da FedEx, o negócio acabava muitas vezes em segundo plano dentro do grande grupo de transportes, apesar de gerar cerca de 9 biliões de dólares em receita, face aos 90 biliões de dólares da FedEx.
Já como empresa autónoma, a FedEx Freight planeia investir mais em tecnologia virada para o cliente, expandir a equipa comercial dedicada e melhorar a rentabilidade.
O objetivo público da empresa é atingir uma margem operacional de 15% até 2029, acima dos cerca de 12% atuais, embora Smith tenha admitido que poderá haver potencial adicional para lá dessa meta.
Disse ainda que essa meta não representa um limite para a empresa.
Objetivo de crescer mesmo com economia fraca
Smith defendeu que a FedEx Freight acredita poder crescer mesmo num contexto económico mais fraco, apoiando-se em oportunidades para ganhar quota de mercado e melhorar margens ao mesmo tempo.
O executivo afirmou que a estratégia da empresa foi construída para funcionar a curto, médio e longo prazo.

