Alex Soares
14/02/2026
Energia, indústria, tecnologia e consumo lideram aumentos de dividendos, num sinal de confiança na geração de caixa, apesar de algumas exceções.
Diversas empresas globais anunciaram recentemente aumentos significativos de dividendos e reforços na remuneração aos acionistas, refletindo uma elevada confiança na geração de fluxos de caixa e na solidez dos seus modelos de negócio, num contexto macroeconómico ainda marcado por incerteza.
A NextEra Energy ($NEE) aumentou o seu dividendo trimestral em 10%, passando de 0,56 dólares para 0,62 dólares, assinalando 32 anos consecutivos de aumentos. A empresa projeta um crescimento anualizado do dividendo de 6% até 2028.
A L’Oréal ($OR) anunciou um aumento de 2,9% no dividendo anual, de 7 euros para 7,20 euros, prolongando a sua sequência para 44 anos consecutivos de aumentos, uma das mais longas do mercado europeu.
A Brookfield Corporation ($BN) elevou o dividendo trimestral em 17%, de 0,06 para 0,07 dólares, registando 3 anos consecutivos de crescimento.
A Trane Technologies ($TT) aumentou o dividendo trimestral em 12%, de 0,94 para 1,05 dólares, acumulando 7 anos consecutivos de aumentos.
A Prudential Financial ($PRU) anunciou um aumento de 4% no dividendo trimestral, de 1,35 para 1,40 dólares, prolongando o histórico para 18 anos consecutivos de aumentos.
A Equinix ($EQIX) elevou o dividendo trimestral em 10%, de 4,69 para 5,16 dólares, registando 11 anos consecutivos de crescimento.
A Phillips 66 ($PSX) aumentou o dividendo trimestral em 6%, de 1,20 para 1,27 dólares, alcançando 14 anos consecutivos de aumentos.
A Yum! Brands ($YUM) anunciou um aumento de 6% no dividendo trimestral, de 0,71 para 0,75 dólares, mantendo uma sequência de 10 anos consecutivos de aumentos.
A Old Dominion Freight Line ($ODFL) elevou o dividendo trimestral em 3,6%, de 0,28 para 0,29 dólares, registando 9 anos consecutivos de crescimento.
A TotalEnergies ($TTE) aumentou o dividendo trimestral em 5,6%, de 0,79 para 0,85 euros, contabilizando 4 anos consecutivos de aumentos.
Por fim, a T. Rowe Price ($TROW) anunciou um aumento de 2,4% no dividendo trimestral, de 1,27 para 1,30 dólares, prolongando um impressionante histórico de 40 anos consecutivos de aumentos.
Em contraste, a BP anunciou a suspensão do seu programa de recompra de ações, num sinal de maior prudência financeira face às condições do mercado energético e às necessidades de investimento.
No campo das recompras, a Michelin lançou um novo programa de buybacks até 2 mil milhões de euros entre 2026 e 2028, mantendo, no entanto, o dividendo anual inalterado em 1,38 euros. Já a ASML continuou o seu programa de recompra de ações de forma consistente, investindo cerca de 25 milhões de euros por dia entre 2 e 6 de fevereiro de 2026, totalizando aproximadamente 106 mil ações recompradas.
No conjunto, os anúncios refletem uma forte aposta das empresas na remuneração dos acionistas, apesar de estratégias distintas entre dividendos e recompras, evidenciando diferentes prioridades de capital num ambiente económico ainda em transição.

