CPI
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Alex Soares

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IPC ficou em 2,4%, o nível mais baixo desde abril de 2025, mas o recente salto nos preços do petróleo pode inverter a tendência.

A inflação nos Estados Unidos voltou a desacelerar, mas sinais recentes no mercado energético levantam dúvidas sobre a sustentabilidade desta tendência.

Segundo os dados mais recentes, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) dos EUA ficou em 2,4%, exatamente em linha com as previsões dos analistas e representando o nível mais baixo desde abril de 2025.

O núcleo do IPC, que exclui os preços mais voláteis como alimentos e energia, registou 2,5%, também em linha com as estimativas e o valor mais baixo em cerca de cinco anos.

Este abrandamento da inflação reforça a ideia de que as pressões inflacionistas estavam a diminuir gradualmente na economia norte-americana.

Petróleo pode inverter tendência

Apesar dos números positivos, os mercados estão atentos à recente subida dos preços do petróleo.

Nas últimas duas semanas, o preço do crude aumentou quase 20 dólares por barril, impulsionado por tensões geopolíticas e riscos nas rotas de abastecimento globais.

Historicamente, cada subida de 10 dólares no petróleo tende a aumentar o IPC em cerca de 0,2%, o que sugere que o impacto recente já pode representar um acréscimo potencial de cerca de 0,4% na inflação.

Se os preços da energia continuarem a subir, parte do progresso recente na redução da inflação poderá ser rapidamente anulada.

Impacto na política monetária

A evolução da inflação continua a ser o principal fator para as decisões dos bancos centrais.

A Reserva Federal tem sinalizado que manterá uma abordagem dependente dos dados económicos, mas uma nova aceleração da inflação poderia levar a uma postura mais agressiva em relação às taxas de juro.

Ao mesmo tempo, o Banco Central Europeu também enfrenta pressão inflacionista na Europa, o que tem alimentado expectativas de novos aumentos das taxas de juro.

Taxas mais altas tendem a pressionar os ativos de risco, incluindo ações e criptomoedas, ao encarecer o financiamento e reduzir a liquidez nos mercados.

O que os mercados estão a observar

Para os investidores, o atual cenário apresenta um equilíbrio delicado:

  • inflação aparentemente controlada no curto prazo

  • risco de nova pressão vinda da energia

  • possível endurecimento da política monetária

Se a subida do petróleo continuar, o atual relatório de inflação poderá acabar por ser um dos últimos números realmente positivos antes de nova pressão nos preços.

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