IPC sobe 2,7% em termos anuais, enquanto a inflação subjacente abranda para 2,6%, reforçando expectativas de alívio monetário no médio prazo.
A inflação nos Estados Unidos apresentou uma evolução moderada no último mês, de acordo com os dados divulgados do Índice de Preços no Consumidor (IPC).
Em termos mensais, o IPC foi de 0,3%, exatamente em linha com as estimativas do mercado. Já em termos anuais, a inflação situou-se em 2,7%, também de acordo com o esperado.
O dado mais relevante veio do núcleo da inflação (core CPI), que exclui alimentos e energia por serem mais voláteis e é acompanhado de perto pela Reserva Federal. Este indicador foi de apenas 0,2% no mês, abaixo da previsão de 0,3%, e 2,6% em termos anuais, também inferior à estimativa de 2,7%.
Os dados mostram que, apesar de a inflação global se manter estável, as pressões inflacionistas subjacentes estão a abrandar. Isto é particularmente importante para a política monetária, já que o núcleo do IPC é visto como um melhor reflexo das tendências reais da economia.
Uma desaceleração do core CPI sugere que:
os aumentos de preços estão a tornar-se mais contidos,
as medidas anteriores de subida das taxas de juro continuam a produzir efeitos,
e o risco de uma nova aceleração inflacionista está, por agora, limitado.
Impacto nos mercados
Para os mercados financeiros, estes dados são geralmente positivos. Uma inflação subjacente abaixo do esperado reforça a possibilidade de cortes de juros no futuro, caso a tendência se mantenha, o que tende a favorecer ações e obrigações.
Em resumo, os números indicam uma economia que continua a crescer, mas com inflação progressivamente mais controlada, dando à Reserva Federal maior margem para adotar uma postura menos restritiva nos próximos trimestres.

