Inflação nos EUA acelera para 4,2% em maio, máximo em três anos

Inflação nos EUA acelera para 4,2% em maio, máximo em três anos

Inflação nos EUA acelera para 4,2% em maio, máximo em três anos

A inflação nos Estados Unidos acelerou em maio, com o índice de preços no consumidor a subir 0,5% face ao mês anterior e 4,2% em termos anuais, segundo o Bureau of Labor Statistics. Ambos os valores estiveram em linha com a estimativa consensual da Dow Jones.

Trata-se da primeira subida acima dos 4% em três anos e do nível mais alto desde abril de 2023, acima dos 3,8% registados em abril. A aceleração refletiu sobretudo o aumento dos custos da energia, que continua a pressionar os consumidores.

Em contrapartida, a inflação subjacente, que exclui alimentos e energia, foi mais moderada. O chamado core CPI avançou 0,2% no mês e 2,9% em termos homólogos. A taxa anual esteve em linha com a previsão, mas a variação mensal ficou abaixo dos 0,3% esperados e abaixo dos 0,4% de abril.

O relatório chega num momento sensível para os mercados e para os decisores da Reserva Federal, que avaliam os próximos passos em matéria de taxas de juro. Os mercados esperam, em larga medida, que o Federal Open Market Committee mantenha as taxas inalteradas quando a decisão for divulgada a 17 de junho, mas os investidores vão procurar sinais sobre o grau de preocupação dos responsáveis com o regresso da inflação.

As tensões com o Irão também aumentam a atenção sobre a evolução dos preços da energia, depois de Donald Trump ter avisado que o Irão vai pagar o preço por não aceitar um acordo de paz. Nesse contexto, os futuros das bolsas mantinham-se em território negativo, embora acima das mínimas do dia, enquanto os rendimentos das obrigações do Tesouro estavam estáveis após a divulgação do IPC.

Segundo o relatório, grande parte da aceleração da inflação resultou de uma subida de 3,9% nos preços da energia, que passou a mostrar um aumento de 23,5% nos últimos 12 meses. Os alimentos subiram apenas 0,2% e os custos da habitação, um indicador importante para a política da FED, avançaram 0,3%, metade do ganho registado em abril.

Noutros componentes, os serviços de transporte recuaram 0,6%, o que pode indicar que a energia mais cara ainda não está a contaminar outras áreas da economia. Os preços dos veículos novos caíram 0,3% e os automóveis e camiões usados subiram 0,1%.

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