Jim Cramer destaca 10 temas a seguir na sessão de terça-feira

Jim Cramer destaca 10 temas a seguir na sessão de terça-feira

Jim Cramer destaca 10 temas a seguir na sessão de terça-feira

Jim Cramer divulgou esta terça-feira a sua lista de 10 temas a acompanhar no mercado, numa sessão marcada por pressão sobre as ações devido à subida dos rendimentos obrigacionistas. O apresentador sublinhou que taxas mais baixas têm sido combustível para as recuperações bolsistas, enquanto o aumento dos juros continua a dificultar a evolução dos índices.

Entre os fatores geopolíticos, Cramer referiu a decisão do presidente Donald Trump de suspender um plano para atacar o Irão, após pedidos de líderes regionais do Médio Oriente. Ainda assim, alertou para a forma como o petróleo tem reagido a sinais de paz e a rumores de guerra, defendendo que a ausência de um acordo poderá empurrar o crude para níveis mais elevados e acrescentar pressão sobre a inflação e sobre os rendimentos das obrigações do Tesouro.

Empresas em destaque

A Home Depot apresentou resultados do primeiro trimestre praticamente em linha com o esperado e reiterou a previsão anual. Cramer descreveu a leitura como neutra, mas lembrou que a ação continua fragilizada porque as taxas hipotecárias têm travado o mercado imobiliário. Na sua leitura, o título precisa de taxas mais baixas para ganhar força.

Na Intel, o líder Lip-Bu Tan afirmou no programa Mad Money que o negócio de foundry está a ganhar ritmo. Cramer destacou ainda que Tan não comentou diretamente as notícias sobre um possível acordo de produção com a Apple, mas disse que a qualidade de fabrico melhorou ao ponto de atrair clientes externos. Para Cramer, os progressos registados em 14 meses são notáveis.

Quanto à Nvidia, a HSBC aumentou o preço-alvo para 325 dólares, de 295 dólares, antes da divulgação de resultados prevista para a noite de quarta-feira. Manteve a recomendação de compra. Já a Broadcom viu o preço-alvo subir para 582 dólares, de 490 dólares, na Evercore, que destacou o papel da empresa na aproximação da tecnologia de networking óptico ao chip. A Marvell, concorrente da Broadcom, também beneficiou de uma revisão em alta do preço-alvo.

Outro tema em evidência foi a parceria entre a Blackstone e a Google para criar uma nova empresa de cloud dedicada a IA, assente nas Tensor Processing Units da Google. Cramer referiu que a Broadcom co-desenvolve estas TPUs e observou que este movimento entra no território de empresas como a CoreWeave e a Nebius, cujas ações recuaram.

Na memória, a Mizuho elevou o preço-alvo da Micron para 800 dólares, de 740 dólares, apontando para pressões favoráveis nos preços numa altura em que a oferta permanece apertada até 2027, por efeito da procura ligada à inteligência artificial. Cramer voltou a dizer que a Micron é uma ação a comprar em recuos. As ações desceram mais de 2% na sessão de manhã e já tinham caído quase 6% no dia anterior.

A Ventas também mereceu destaque, depois de a Goldman Sachs ter aumentado o preço-alvo para 110 dólares, de 100 dólares, o que implica cerca de 25% de potencial face ao fecho anterior. A casa manteve a recomendação de compra e sublinhou o envelhecimento da população norte-americana como motor estrutural para o setor. Cramer recordou que a presidente executiva, Debra Cafaro, explicou recentemente como a força financeira da empresa lhe permite atuar como consolidador.

Por fim, a Bank of America elevou o preço-alvo da CSX para 51 dólares, de 49 dólares, após o conselho de administração ter autorizado uma recompra de ações de 5 mil milhões de dólares, o equivalente a cerca de 6% do capital em circulação. Cramer afirmou que este é o tipo de ação que tende a beneficiar quando a economia acelera.

Outros nomes no radar

Entre os restantes temas, Cramer apontou a StubHub como uma potencial reviravolta. A Guggenheim melhorou a recomendação de manter para comprar e subiu o preço-alvo para 12,50 dólares, de 8,50 dólares, referindo fatores favoráveis como o Mundial de futebol deste verão e comparações mais fáceis no quarto trimestre. As ações subiam quase 5% antes da abertura, mas continuam 31% abaixo do valor de entrada em bolsa desde setembro.

O comentário terminou com uma nota sobre a SpaceX, que se prepara para testar uma nova versão do foguetão Starship ainda esta semana, menos de um mês antes da IPO prevista. Cramer assinalou que a Linde poderá beneficiar do negócio como fornecedora de gás, mas mostrou preocupação com o impacto que estas grandes ofertas públicas poderão ter no mercado em geral.

O investidor também mencionou que o Club adicionou ontem uma nova empresa à carteira, vinda da lista Bullpen, e que foram publicados outros conteúdos para membros sobre a estratégia de manter a Nvidia em carteira a longo prazo e sobre a revisão em alta dos preços-alvo em ações de cibersegurança.

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