Johnson & Johnson supera previsões trimestrais e revê em alta objetivos para 2026

Johnson & Johnson supera previsões trimestrais e revê em alta objetivos para 2026

Johnson & Johnson supera previsões trimestrais e revê em alta objetivos para 2026

Johnson & Johnson superou as estimativas de Wall Street para vendas e lucro do segundo trimestre, impulsionada pelo forte crescimento do medicamento de imunologia Tremfya e pelo tratamento oncológico Darzalex, que compensaram a pressão sobre produtos mais antigos e a queda nas vendas de bombas cardíacas adquiridas com a compra da Abiomed em 2022.

A empresa reviu em alta as suas previsões anuais de vendas e lucro. As vendas do segundo trimestre atingiram 25,31 biliões de dólares, um aumento de 6,6% face ao mesmo período do ano anterior e acima da estimativa média dos analistas, de cerca de 25,05 biliões de dólares, segundo dados da LSEG. O lucro ajustado foi de 2,90 dólares por ação, uma subida de 4,7% em termos anuais, superando as expectativas de 2,85 dólares por ação.

A Johnson & Johnson passou a prever vendas anuais de cerca de 101,1 biliões de dólares no ponto médio da projeção, acima dos 100,8 biliões de dólares anteriormente indicados. A empresa também elevou a previsão de lucro ajustado por ação para 11,68 dólares no ponto médio, face aos 11,55 dólares anteriores.

A divisão farmacêutica gerou 16,38 biliões de dólares em vendas trimestrais, acima das estimativas dos analistas, que apontavam para 16,1 biliões de dólares. As vendas do Tremfya, indicado para psoríase e doença inflamatória intestinal, aumentaram 72,5%, para 2 biliões de dólares, superando as estimativas da LSEG de 1,74 biliões de dólares. O Tremfya tornou-se cada vez mais relevante na estratégia da empresa, à medida que a Johnson & Johnson procura substituir a receita perdida com o Stelara, cujo volume de vendas tem caído de forma acentuada após o fim da proteção de patente.

As vendas do Darzalex, tratamento para neoplasias hematológicas, ascenderam a 4,2 biliões de dólares no segundo trimestre, valor aproximadamente em linha com as expectativas dos analistas. Já a divisão de tecnologia médica apresentou vendas de 8,93 biliões de dólares, ligeiramente abaixo das estimativas.

O diretor financeiro, Joseph Wolk, afirmou que as vendas da Abiomed foram penalizadas no trimestre após a publicação de um estudo no Reino Unido que levantou questões sobre a utilização das bombas Impella em determinados procedimentos coronários de alto risco. As vendas da Abiomed recuaram 2% em termos anuais no trimestre, depois de um crescimento de 14% no primeiro trimestre.

Wolk indicou que a Johnson & Johnson espera que esta franquia volte a crescer, sobretudo com a divulgação de mais dados que reforcem a utilidade das bombas. "Temos um grande conjunto de dados que deverá ser divulgado provavelmente na primeira metade do próximo ano e que deverá dissipar quaisquer receios", afirmou o CFO. O responsável destacou ainda a diversificação da empresa, sublinhando que "quando se tem 28 plataformas que geram pelo menos 1 bilião de dólares de receita anual, não se depende de um único ativo".

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