Banco beneficia de forte desempenho no consumo, mercados e gestão de ativos, e encerra o ano com ativos sob gestão recorde.
O JPMorgan Chase divulgou resultados robustos relativos ao quarto trimestre, superando as previsões tanto ao nível do lucro como das receitas, num sinal claro da resiliência do maior banco norte-americano num contexto macroeconómico ainda desafiante.
O lucro por ação (EPS) ajustado atingiu 5,23 dólares, acima dos 4,92 dólares esperados pelo mercado e cerca de 9% superior aos 4,81 dólares registados no mesmo período do ano anterior. As receitas totalizaram 46,77 mil milhões de dólares, superando igualmente as estimativas de 46,02 mil milhões, o que representa um crescimento homólogo de 7%.
Este desempenho foi sustentado por uma combinação de maior margem financeira, crescimento do crédito e aumento das comissões, especialmente nos segmentos de consumo, mercados financeiros e gestão de património.
Consumo e banca de investimento lideram crescimento
O segmento de Consumer & Community Banking registou receitas de 19,4 mil milhões de dólares, mais 6% em termos anuais, impulsionado pela maior utilização de cartões de crédito, crescimento do crédito ao consumo e boa dinâmica na banca de particulares e gestão de património.
Já a divisão de Corporate & Investment Bank apresentou também receitas de cerca de 19,4 mil milhões de dólares, um aumento de 10% face ao ano anterior. O destaque foi para a área de mercados, com crescimento expressivo no negócio de ações e serviços de títulos, bem como para os pagamentos, que avançaram 9%.
No segmento de Asset & Wealth Management, as receitas subiram 13%, para 6,5 mil milhões de dólares, beneficiando da valorização dos mercados financeiros, fortes entradas líquidas de capital e melhores comissões de gestão e performance.
Ativos sob gestão e carteira de crédito em máximos
O JPMorgan terminou o ano com 4,8 biliões de dólares em ativos sob gestão, um aumento de 18% em termos homólogos, enquanto os ativos totais de clientes atingiram 7,1 biliões de dólares, mais 20% face ao ano anterior.
A carteira total de empréstimos cresceu cerca de 9%, com destaque para cartões de crédito, financiamento ao consumo e crédito a empresas, contribuindo para um aumento de 7% na margem financeira líquida.
Perspetivas positivas e aposta nos pagamentos
A administração sublinhou que o banco gerou um resultado líquido de 14,7 mil milhões de dólares, excluindo itens extraordinários, e destacou a solidez do modelo de negócio diversificado do grupo.
Como sinal adicional de confiança no crescimento futuro, a JPMorgan revelou estar entusiasmada por se tornar o novo emissor do Apple Card, o que poderá reforçar ainda mais a sua posição no mercado de pagamentos e cartões.
No conjunto, os resultados confirmam a capacidade da JPMorgan para crescer de forma consistente, mesmo num ambiente de taxas de juro mais incerto e com sinais de abrandamento económico em algumas áreas.

