Lucros da D.R. Horton recuam no terceiro trimestre, mas margens superam previsões

Lucros da D.R. Horton recuam no terceiro trimestre, mas margens superam previsões

Lucros da D.R. Horton recuam no terceiro trimestre, mas margens superam previsões

A D.R. Horton apresentou resultados mais fracos no terceiro trimestre fiscal face ao período homólogo, penalizada por desafios de acessibilidade e por um sentimento de prudência dos consumidores na compra de habitação. Apesar disso, a empresa destacou a resiliência das margens e reforçou as suas perspetivas para o conjunto do ano.

Lucros em queda, receita sustentada

O lucro por ação diluído no terceiro trimestre fiscal foi de 3,20 dólares, abaixo dos 3,36 dólares registados um ano antes. O lucro líquido atingiu 905 milhões de dólares, suportado por uma receita consolidada de 9,2 biliões de dólares. O resultado antes de impostos foi de 1,2 biliões de dólares, o que corresponde a uma margem pré-impostos de 13,3%, segundo o presidente e diretor executivo Paul Romanowski.

A empresa indicou que as margens se mantiveram acima das expectativas anteriores, beneficiando de menores custos de construção e de uma política de preços disciplinada.

Procura estável, mais cancelamentos

As encomendas líquidas ficaram praticamente em linha com o ano anterior, o que indica que a procura por casas novas se manteve estável. No entanto, a taxa de cancelamento aumentou para 20%, face aos 17% registados no período homólogo.

A gestão sublinhou que os compradores continuam ativos no mercado, mas que muitos necessitam de maior confiança na economia e na sua capacidade de concretizar a compra.

Margens sólidas e foco em retornos de capital

A empresa manteve margens saudáveis, apoiadas pela redução dos custos de construção e pela disciplina na definição de preços. A margem bruta situou-se em 20,7%, acima da orientação previamente comunicada.

A D.R. Horton continuou a recomprar ações próprias, preservou uma posição de liquidez robusta e elevou as suas projeções anuais para entregas de casas, recompras de ações e geração de fluxo de caixa.

Entregas, preços e perfil dos compradores

No trimestre, a D.R. Horton concluiu a venda de 23 983 casas, valor que se situou na extremidade superior da faixa de orientação da empresa. A receita de vendas de habitação aumentou para 8,7 biliões de dólares, face aos 8,6 biliões de dólares de há um ano, acompanhando o aumento no número de casas encerradas, que subiu em relação às 23 160 unidades do período homólogo.

O preço médio de fecho por habitação foi de 362 000 dólares, permanecendo estável face ao trimestre anterior e recuando 2% em termos anuais.

O diretor de operações Mike Murray indicou que este preço médio de fecho foi cerca de 155 000 dólares, ou 30%, inferior ao preço médio das casas novas nos Estados Unidos, o que reflete a aposta continuada da empresa na acessibilidade. Paul Romanowski acrescentou que 65% dos financiamentos hipotecários concluídos pela empresa no trimestre foram destinados a compradores de primeira habitação.

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