Mark Zuckerberg revela óculos de realidade virtual de 1.299 dólares e pendente Muse Charm na aposta em agentes de IA

Mark Zuckerberg revela óculos de realidade virtual de 1.299 dólares e pendente Muse Charm na aposta em agentes de IA

Mark Zuckerberg revela óculos de realidade virtual de 1.299 dólares e pendente Muse Charm na aposta em agentes de IA

O presidente executivo da Meta, Mark Zuckerberg, continua a avançar na sua visão para o metaverso, ao mesmo tempo que acelera o desenvolvimento de agentes de inteligência artificial. Durante a conferência anual Meta Connect, voltada para programadores, o cofundador do Facebook apresentou dois novos dispositivos estratégicos: os Meta VR Glasses, um equipamento mais compacto e fino do que a anterior gama de auscultadores Quest, e o Muse Charm, um dispositivo portátil concebido para funcionar diretamente com o recém-lançado agente pessoal de inteligência artificial da empresa, o Muse.

O Muse Charm foi desenhado para simplificar a interação quotidiana dos utilizadores com os sistemas inteligentes da tecnológica. De acordo com as declarações de Zuckerberg durante a apresentação, o aparelho permitirá às pessoas falar diretamente com os agentes de inteligência artificial da Meta sem necessidade de desbloquear um telemóvel ou abrir uma aplicação. O líder da empresa sublinhou que o equipamento reúne uma quantidade substancial de tecnologia num formato muito reduzido, tornando-se a via mais rápida para comunicar com o assistente Muse e mostrar-lhe o ambiente circundante, especialmente para quem não estiver a usar óculos inteligentes.

Lançamento e detalhes do ecossistema Muse Charm

Embora não tenha divulgado o preço final do pendente portátil, Zuckerberg indicou que a tecnológica ainda precisa de finalizar a disposição dos componentes internos. O objetivo da empresa passa por ter o produto pronto para envio a tempo do período festivo de dezembro. A proposta foca-se na facilidade de utilização, procurando eliminar fricções comuns no acesso a ferramentas digitais móveis e posicionando o assistente de inteligência artificial no centro da experiência do consumidor.

Em simultâneo, os novos Meta VR Glasses representam uma viragem no hardware de realidade virtual da companhia. Trata-se do primeiro dispositivo de realidade virtual da marca desde 2024, ano em que foi lançado o Quest 3S por 299 dólares. Esta nova solução distingue-se por ser consideravelmente mais leve e fina do que os modelos anteriores da família Quest, refletindo também um patamar de preço substancialmente mais elevado, fixado nos 1.299 dólares para o lançamento comercial previsto para a primavera de 2027.

Inovação técnica nos óculos de realidade virtual

Para conseguir um formato semelhante a uns óculos convencionais e reduzir o peso da estrutura principal, a Meta optou por transferir parte da carga física e térmica para uma unidade externa conectada. Este pequeno módulo acolhe a bateria e um processador Qualcomm, funcionando como um minicomputador autónomo. Esta arquitetura permitiu integrar ecrãs com capacidade para apresentar imagens com qualidade superior à dos antigos auscultadores Quest, assegurando elevados níveis de detalhe visual.

O dispositivo integra igualmente sensores avançados dedicados ao rastreio dos movimentos oculares e das mãos dos utilizadores, eliminando em grande parte a necessidade de comandos manuais para a navegação. Zuckerberg descreveu a novidade como uma categoria inteiramente nova de equipamento, desenhada para proporcionar a sensação de imersão e presença através de ecrãs de alta resolução e perceção do espaço envolvente num formato verdadeiramente portátil e discreto.

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