Resultados da McDonald's superam estimativas apesar da queda de clientes nos EUA

Resultados da McDonald's superam estimativas apesar da queda de clientes nos EUA

Resultados da McDonald's superam estimativas apesar da queda de clientes nos EUA

A McDonald's apresentou resultados trimestrais mistos, marcados por um recuo na afluência de clientes aos seus restaurantes nos Estados Unidos. Esta quebra no tráfego resultou numa ligeira diminuição das vendas em lojas abertas há pelo menos 13 meses no mercado norte-americano. A gigante da restauração rápida registou uma descida de 0,2% nas vendas comparáveis no país. Apesar do resultado negativo, a divisão teve um desempenho superior à queda de 0,5% que os analistas antecipavam para o período em análise.

A evolução ao longo do trimestre mostrou sinais de recuperação nos Estados Unidos. Executivos da empresa tinham revelado anteriormente que as vendas em lojas comparáveis em julho e agosto tinham sido ligeiramente negativas, mas mantinham a expectativa de regressar ao crescimento em setembro. O presidente executivo da McDonald's, Chris Kempczinski, sublinhou estar encorajado pela melhoria registada à medida que o trimestre avançou, destacando o impacto positivo das intervenções realizadas na estratégia de preços e valor da marca.

Desempenho financeiro e mercados internacionais

Nos mercados financeiros, as ações da empresa reagiram com uma subida superior a 2% nas negociações antes da abertura da sessão oficial. No que diz respeito aos números globais do terceiro trimestre fiscal, o lucro líquido da empresa fixou-se nos 2,49 biliões de dólares, superando os 2,28 biliões de dólares registados no mesmo período do ano anterior. O lucro por ação ajustado atingiu os 3,57 dólares, ficando acima dos 3,38 dólares projetados pelos analistas. Por outro lado, a receita líquida cresceu 1% para os 7,16 biliões de dólares, embora tenha ficado ligeiramente abaixo das estimativas do mercado, que apontavam para 7,29 biliões de dólares.

A nível global, as vendas comparáveis da McDonald's subiram 1,5%, impulsionadas pelo desempenho positivo nas operações internacionais. Este resultado superou as previsões do mercado, que antecipavam um crescimento de 1,3%. O grande destaque esteve na divisão de mercados licenciados de desenvolvimento internacional, que inclui países como o Japão e a China, onde as vendas comparáveis cresceram 4,2%, suplantando amplamente a estimativa de 2,1% avançada por analistas.

Por sua vez, a divisão de mercados internacionais operados diretamente, onde se incluem países como a Austrália e a Alemanha, registou um crescimento de 1,4% nas vendas em lojas comparáveis. Contudo, este segmento ficou aquém das expetativas de Wall Street, que previa um aumento de 2,1%. A empresa identificou a França como um dos pontos fracos dentro deste bloco geográfico. No mercado norte-americano, o foco recente tem estado na aplicação de descontos para atrair clientes mais atentos ao orçamento familiar, num esforço para corrigir falhas de execução identificadas anteriormente na implementação de ofertas promocionais.

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