Meta lança assistente pessoal de inteligência artificial com planos de subscrição

Meta lança assistente pessoal de inteligência artificial com planos de subscrição

Meta lança assistente pessoal de inteligência artificial com planos de subscrição

A Meta apresentou formalmente a sua nova aplicação de assistente pessoal baseada em inteligência artificial, denominada Muse, desenvolvida internamente sob o nome de código Hatch. O novo produto tem como base a família de modelos fundacionais Muse Spark, liderada pelo responsável de inteligência artificial da empresa, Alexandr Wang. A aplicação foi concebida para permitir que os utilizadores deleguem tarefas digitais quotidianas, tais como o agendamento de compromissos, o preenchimento de formulários eletrónicos e até a monitorização de transmissões de câmaras de segurança doméstica, mantendo uma experiência intuitiva e acessível.

Modelo de monetização e pressão dos mercados

O assistente pessoal Muse chega ao mercado através de um modelo misto, que disponibiliza uma versão gratuita e planos mensais pagos de 20 dólares ou 100 dólares, dependendo da intensidade de utilização. Esta decisão surge num momento em que a tecnológica enfrenta forte pressão de Wall Street para demonstrar retorno financeiro dos avultados investimentos em infraestruturas e centros de dados. O presidente executivo, Mark Zuckerberg, contratou Alexandr Wang no ano passado na sequência de um investimento de 14 biliões de dólares na Scale AI, sublinhando que os assistentes digitais avançados representam o próximo salto evolutivo da tecnologia e servirão de base a futuras linhas de receita destinadas a diversificar a dependência da publicidade digital.

Privacidade e segurança em contexto judicial exigente

O lançamento ocorre numa altura em que a Meta enfrenta um escrutínio público rigoroso e desafios legais significativos. Recentemente, a empresa concordou em pagar cerca de 17 biliões de dólares num acordo abrangente com uma coligação de procuradores-gerais estaduais, além de ainda responder a vários processos judiciais relativos a danos nas aplicações Facebook e Instagram. Em resposta às preocupações sobre cibersegurança e proteção de dados, Wang garantiu que a ferramenta opera num ambiente isolado dentro dos servidores da empresa, não acedendo a palavras-passe reais ou dados de pagamento. Por sua vez, o vice-presidente de engenharia, David Singleton, esclareceu que os utilizadores têm de optar ativamente por não permitir o treino de modelos com os seus dados, sendo que a empresa procederá à remoção de dados críticos de identificação pessoal caso essa opção não seja ativada.

Expansão de funcionalidades e integração comercial

A aplicação integra atualizações das contas de Facebook e Instagram do utilizador e sumários de conteúdos da Internet, estando igualmente prevista uma versão para a plataforma WhatsApp com capacidades essenciais. A Meta está também a avaliar a cobrança de comissões sobre transações de comércio eletrónico intermediadas pelo assistente, explorando a capacidade da ferramenta em identificar e concluir compras de artigos. Disponível inicialmente nos Estados Unidos para dispositivos iOS, Android e computadores, o assistente será posteriormente integrado nos óculos inteligentes Ray-Ban Meta, acompanhando movimentos de concorrentes diretos no segmento da computação autónoma.

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