Meta supera expectativas de receita no terceiro trimestre e anuncia nova classe de ações

Meta supera expectativas de receita no terceiro trimestre e anuncia nova classe de ações

Meta supera expectativas de receita no terceiro trimestre e anuncia nova classe de ações

A Meta apresentou os seus resultados financeiros relativos ao terceiro trimestre de 2026, revelando um desempenho sólido impulsionado pelo avanço nas tecnologias de inteligência artificial. A receita da tecnológica registou um salto de 26% em comparação com o período homólogo do ano passado, superando as previsões iniciais. Mark Zuckerberg, o CEO da empresa, destacou que este trimestre foi marcado por marcos significativos, nomeadamente o lançamento do Muse e do Muse Wonder, os primeiros modelos de fronteira da companhia, que visam democratizar o acesso a uma superinteligência pessoal.

Nova estrutura acionista e dividendos

Num movimento estratégico para garantir o crescimento a longo prazo, a Meta anunciou a criação de uma nova classe de ações ordinárias, a Classe C, que não conferem direito a voto. Esta alteração entrará em vigor em janeiro de 2027 e as novas ações serão distribuídas aos atuais acionistas através de um dividendo, funcionando na prática como um desdobramento de ações de duas para uma. Segundo a empresa, esta estrutura visa fornecer à Meta a capacidade de financiar o seu crescimento e manter a liderança perante a forte concorrência nacional e internacional, preservando o modelo de gestão focado no fundador que tem norteado o sucesso da organização desde a sua génese.

Investimento em infraestrutura e IA

O desempenho operacional da Meta continua a ser acompanhado de perto pelos investidores, especialmente no que toca ao investimento em capital (capex). A empresa ajustou o intervalo de despesas previstas para centros de dados, situando-o agora entre os 135 biliões e os 145 biliões de dólares para o total do ano. Este investimento é considerado fundamental para sustentar a infraestrutura de computação necessária para alimentar os agentes de IA e os modelos de base. Embora o número de utilizadores ativos diários tenha ficado ligeiramente abaixo das expectativas, fixando-se nos 3,64 biliões, a confiança do mercado tem sido sustentada pelo sucesso inicial do assistente pessoal Muse AI, que ajudou a empresa a registar o seu melhor mês em bolsa desde 2022.

Diversificação de receitas e Reality Labs

A Meta está a procurar diversificar as suas fontes de rendimento para além da publicidade online, que continua a ser o seu principal motor financeiro. A empresa introduziu planos de subscrição mensal para utilizadores avançados do Muse AI, com valores entre 20 e 100 dólares, além de cobrar a programadores pelo acesso aos modelos mais potentes. No segmento de hardware, a divisão Reality Labs, focada em realidade virtual e dispositivos vestíveis, deverá apresentar um prejuízo de 4,54 biliões de dólares neste trimestre. Apesar das perdas, Zuckerberg tem reafirmado o compromisso com o setor, redirecionando recursos para produtos como os óculos inteligentes Ray-Ban Meta e preparando o lançamento de novos dispositivos de realidade virtual para a primavera de 2027.

Perspetivas futuras e parcerias

Para o quarto trimestre de 2026, a Meta projeta uma receita entre 73 biliões e 76 biliões de dólares, um intervalo cujo ponto médio supera as estimativas dos analistas. A estratégia de disponibilizar modelos de código aberto, como o Muse Spark Open, visa atrair programadores que poderão, futuramente, optar pelos sistemas proprietários mais robustos da empresa. Recentemente, a Meta estabeleceu também uma colaboração com a Apple para integrar o seu novo modelo de IA nos computadores Mac de gama alta. Esta dinâmica de inovação constante, liderada pela equipa de Alexandr Wang, tem gerado um sentimento positivo entre os investidores, que veem agora um retorno sobre o investimento mais claro, apesar das pressões contínuas nas margens e nos custos operacionais.

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