Nike enfrenta queda de vendas no 4º trimestre fiscal
A Nike está prestes a reportar os resultados do quarto trimestre do ano fiscal, após o fechamento da bolsa na terça-feira, enquanto a empresa de calçados tenta recuperar o crescimento das vendas e reorientar o seu negócio sob a liderança do CEO Elliott Hill[1].
A empresa havia anunciado anteriormente que as vendas cairiam pelo resto do ano civil, projetando uma redução de 2% a 4% no quarto trimestre fiscal, um resultado significativamente abaixo das estimativas da Wall Street, que previam um aumento de 1,9%[1].
No entanto, a Nike informou na semana passada que os resultados incluirão um benefício inesperado de reembolsos de aranceles que "não foram contemplados na orientação previamente fornecida pela empresa"[1].
Expectativas dos analistas para o 4º trimestre fiscal
O Diretor Financeiro Matt Friend afirmou na chamada de resultados do terceiro trimestre fiscal que a Nike espera uma queda de vendas de um percentual baixo de um dígito para o resto do ano civil, impulsionada pelo crescimento na América do Norte, mas compensada por uma grande queda na China[1].
No terceiro trimestre fiscal, a Nike registrou crescimento estável na América do Norte, com um aumento de 3% nas vendas, enquanto o mercado da Grande China viu a receita cair 7% até 1,62 biliões de dólares para o trimestre[1].
De acordo com uma pesquisa de analistas da LSEG, as expectativas para o quarto trimestre fiscal da Nike são:
- Benefício por ação: 13 centavos esperados
- Receita: 10,86 biliões de dólares esperados[1]
Para o ano fiscal completo, os analistas esperam uma receita de 46,27 biliões de dólares e um benefício por ação de 1,51 biliões de dólares. Eles também projetam uma receita de 46,47 biliões de dólares para o próximo ano fiscal que termina em maio de 2027[1].
Reorientação da Nike em meio a incerteza macroeconómica
Os resultados ocorrem no momento em que Hill tenta reposicionar a Nike para o crescimento, face às vendas em queda. A empresa havia alertado anteriormente que a sua reorientação não seria linear, pois certas partes do negócio melhoram em diferentes ritmos[1].
Hill afirmou anteriormente que as partes do negócio que a Nike inicialmente focou em reorientar estão começando a ver "momento"[1].
A iniciativa de reorientação também ocorre em um contexto de incerteza macroeconómica, com aranceles, a guerra no Médio Oriente, preços elevados do gás e mais. Friend disse na chamada de resultados do terceiro trimestre com analistas que a Nike pode enfrentar impactos inesperados do contexto mais amplo, incluindo volatilidade devido ao aumento dos preços do petróleo e confiança do consumidor reduzida[1].
"Estamos focados no que podemos controlar", disse Friend na ocasião[1].
Em abril, a Nike instituiu uma ronda abrangente de despedimentos, cortando 1.400 funções em toda a organização na sua segunda redução de pessoal do ano[1].
Nesta semana, a empresa anunciou uma transição planeada do Diretor Financeiro, com o ex-executivo da Pfizer, David Denton, assumindo o lugar de Friend a partir de 17 de agosto[1].
Ainda assim, a Nike viu um boom devido à Copa do Mundo, sediada na América do Norte neste verão. Embora não seja um patrocinador oficial, a empresa viu os seus anúncios superarem massivamente o rival de calçados Adidas e ganhar tração significativa nas redes sociais[1].
A Nike realizará uma chamada de conferência com analistas às 17h ET[1].

