Alex Soares
10/02/2026
Apesar de um ano marcado por forte pressão nos custos médicos, a seguradora regista número recorde de membros e revê em alta a previsão anual de receitas.
A Oscar Health ($OSCR) divulgou os resultados do último trimestre, ficando aquém das estimativas do mercado tanto ao nível do lucro por ação como das receitas. A empresa reportou um EPS de -$1,24, pior do que os -$0,92 esperados, enquanto as receitas atingiram $2,80 biliões, abaixo dos $3,12 biliões estimados.
Apesar do desvio face às previsões, as receitas cresceram 17% em termos anuais. Em contraste, o EPS registou uma deterioração significativa face ao período homólogo, refletindo um aumento substancial da morbidade, fenómeno que afetou de forma generalizada o setor das seguradoras de saúde ao longo do ano.
A Oscar Health terminou o período com cerca de 3,4 milhões de membros, um máximo histórico, reforçando a sua posição no mercado individual.
Previsão para o ano fiscal de 2026 (revista em alta):
Receitas: entre 18,7 biliões e 19,0 biliões de dólares (estimativa anterior: 12,756 biliões)
MLR (Medical Loss Ratio): entre 82,4% e 83,4%
Earnings from Operations: entre 250 milhões e 450 milhões de dólares
A administração descreveu 2025 como um “ano de reinicialização” para o mercado individual, sublinhando que foram tomadas medidas decisivas para regressar à rentabilidade em 2026. A empresa destacou ainda o crescimento recorde de membros, bem como ações para fortalecer o balanço e otimizar a estrutura de capital.
O ano foi particularmente difícil para a Oscar Health e para o setor em geral, devido a níveis de morbidade muito superiores ao inicialmente previsto. Ainda assim, a empresa aumentou os prémios em média cerca de 28% e, apesar disso, registou um número recorde de novas adesões, o que indica um ganho contínuo de quota de mercado.
Analistas do mercado apontam que a saída de mercados estruturalmente não rentáveis e uma política de preços significativamente acima da inflação médica esperada poderão permitir à Oscar atingir os objetivos de MLR (Medical Loss Ratio) e regressar à geração de lucros já em 2026.

