O petróleo arrancou a sessão em alta esta terça-feira, impulsionado pela saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP e da OPEP+, mas acabou por corrigir parte dos ganhos ao longo do dia. O Brent chegou a negociar acima dos 103 dólares por barril, refletindo o choque geopolítico no Médio Oriente e o aperto da oferta global.
Saída dos EAU abala o cartel
A decisão dos Emirados Árabes Unidos representa um revés importante para a OPEP e para a OPEP+, uma vez que o país era visto como um dos membros com maior margem para aumentar produção. Segundo a Reuters, a saída efetiva-se a 1 de maio e foi apresentada como uma decisão estratégica, baseada numa revisão da política energética e na necessidade de maior flexibilidade.
Ormuz continua a dominar o mercado
Apesar da saída dos EAU, o efeito imediato nos preços tende a ser limitado pela crise no Estreito de Ormuz, que continua a restringir o fluxo global de petróleo e gás. A rota é crítica para cerca de um quinto do comércio mundial de crude e LNG, pelo que qualquer disrupção mantém os preços sustentados e a volatilidade elevada.
Ouro recua com rotação para energia
Em sentido inverso, o ouro desceu para mínimos de três semanas, pressionado pela força do dólar e pela rotação de capital para a energia. Segundo a Reuters, o metal precioso caiu enquanto as tensões no Médio Oriente mantinham o petróleo em alta e alimentavam preocupações inflacionistas.
Mercados seguem em alerta
A combinação de conflito prolongado, oferta mais apertada e fragmentação dentro da OPEP deixa os mercados energéticos mais sensíveis a novas notícias. No curto prazo, o petróleo deverá continuar volátil, enquanto o ouro pode permanecer pressionado se os investidores privilegiarem ativos ligados à energia e a proteção cambial.


