Pfizer eleva perspetivas anuais após resultados trimestrais que superam estimativas

Pfizer eleva perspetivas anuais após resultados trimestrais que superam estimativas

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A Pfizer apresentou os seus resultados financeiros relativos ao terceiro trimestre do ano, superando as estimativas dos analistas de Wall Street tanto nos lucros como nas receitas. A farmacêutica aproveitou a oportunidade para rever em alta as suas perspetivas para a totalidade do exercício, justificando a decisão com o forte desempenho operacional registado desde o início do ano e com o impacto positivo dos programas de redução de custos em curso.

Paralelamente à divulgação das contas, a empresa oficializou a nomeação de Cecile Guegan como nova diretora financeira. A responsável, que já contava com duas décadas de experiência em vários cargos de liderança financeira dentro da organização, assumiu as funções neste mês. Cecile Guegan encontrava-se a exercer o cargo de forma interina desde agosto, altura em que o anterior diretor financeiro, Dave Denton, cessou funções para integrar a equipa da Nike.

Em termos de estimativas para a totalidade do ano, a multinacional prevê agora alcançar uma receita anual entre os 62 biliões de dólares e os 64 biliões de dólares, o que compara com a projeção anterior de 60,5 biliões de dólares a 62,5 biliões de dólares. O limite inferior deste intervalo representa um valor praticamente idêntico ou ligeiramente abaixo dos 62,6 biliões de dólares registados em 2025. No que respeita ao lucro ajustado por ação, as estimativas anuais subiram para um intervalo entre 2,95 dólares e 3,05 dólares, acima da previsão anterior de 2,80 dólares a 3,00 dólares por ação. Em agosto, a Pfizer tinha alargado o seu programa plurianual de corte de despesas para compensar a queda acentuada nos produtos relacionados com a Covid, estabelecendo como meta poupanças líquidas de cerca de 9,7 biliões de dólares até 2029.

Desempenho dos produtos e métricas do trimestre

Durante o terceiro trimestre, a Pfizer registou uma receita total de 16,58 biliões de dólares, um valor superior aos 15,87 biliões de dólares antecipados pelos analistas e em linha com o período homólogo do ano anterior. O lucro ajustado por ação fixou-se nos 87 cêntimos, superando a estimativa média do mercado de 73 cêntimos. O lucro líquido reportado fixou-se nos 3,24 biliões de dólares, equivalente a 56 cêntimos por ação, o que compara com os 3,54 biliões de dólares, ou 62 cêntimos por ação, inscritos no terceiro trimestre de 2025.

O desempenho das receitas foi impulsionado por medicamentos estratégicos do portfólio. O anticoagulante Eliquis destacou-se ao gerar 2,52 biliões de dólares em receitas, um crescimento de 25% que superou a previsão de 2,40 biliões de dólares. Da mesma forma, o fármaco para o tratamento do cancro Padcev apresentou vendas em subida e acima das expetativas. Os produtos associados à Covid também ultrapassaram as estimativas do mercado, apesar da tendência de queda acentuada das suas vendas. A vacina contra a Covid gerou 808 milhões de dólares contra os 770,4 milhões de dólares previstos, enquanto o antiviral Paxlovid somou 449 milhões de dólares em vendas, superando os 394,1 milhões de dólares projetados.

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