Preços no produtor sobem 1,1% em maio e inflação grossista acelera para 6,5%

Preços no produtor sobem 1,1% em maio e inflação grossista acelera para 6,5%

Preços no produtor sobem 1,1% em maio e inflação grossista acelera para 6,5%

Os preços no produtor subiram mais do que o esperado em maio, sinalizando que as pressões inflacionistas na cadeia de produção continuam a ganhar força. O índice de preços no produtor avançou 1,1% em termos mensais e a taxa homóloga subiu para 6,5%, segundo o Bureau of Labor Statistics.

Os economistas consultados pela Dow Jones esperavam uma subida mensal de 0,7%, pelo que o dado divulgado ficou claramente acima das previsões. A taxa anual de inflação grossista atingiu assim o nível mais alto desde novembro de 2022.

A leitura mensal igualou a subida registada em abril. Ainda assim, o comportamento do indicador mostrou um agravamento importante nos bens finais, com um avanço de 2,8% na componente de bens da procura final, o maior aumento de sempre numa série que recua até dezembro de 2009.

A energia esteve no centro desta aceleração. Dentro da subida dos bens, 80% foi explicado por um salto de 10,7% nos preços da energia. Os preços da gasolina no mercado grossista aumentaram 23,4%, de acordo com o BLS.

Excluindo alimentos e energia, o chamado PPI core acelerou 0,4%, abaixo da estimativa de 0,5% do consenso. Quando também se excluem os serviços de comércio, o PPI subiu 0,8% no mês, o maior movimento mensal desde março de 2022. Em termos homólogos, o núcleo excluindo serviços de comércio avançou 5,1%, o valor mais elevado desde outubro de 2022.

No lado dos serviços, as comissões de gestão de carteiras aumentaram 4,8%, acompanhando um mês forte para o mercado acionista.

O relatório surge um dia depois de o BLS ter indicado que a inflação ao consumidor acelerou para 4,2% em maio, também pressionada pelo aumento dos preços da energia devido à guerra no Irão. Nessa leitura, a inflação subjacente subiu apenas 0,2% no mês e situou-se em 2,9% em termos homólogos.

Com estes dados, o mercado espera que a FED mantenha as taxas de juro sem alteração na próxima reunião do FOMC. A precificação implícita aponta para uma probabilidade próxima de 100% de uma manutenção, sem qualquer margem para cortes ao longo do ano e com uma probabilidade superior a 60% de a próxima mudança ser uma subida, possivelmente em dezembro.

Entretanto, o BCE decidiu aumentar as taxas de referência em um quarto de ponto percentual, numa tentativa de travar a aceleração da inflação. Em contraste, poucos responsáveis da FED mostram abertura para um aperto semelhante, preferindo esperar para ver se o choque sobre a oferta de energia se dissipa e se a inflação regressa ao objetivo de 2%.

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