Revolut visa licenças bancárias em França e nos EUA para impulsionar o crescimento

Revolut visa licenças bancárias em França e nos EUA para impulsionar o crescimento

Revolut visa licenças bancárias em França e nos EUA para impulsionar o crescimento

A Revolut, fintech londrina com uma valorização de 75 mil milhões de dólares após uma venda de ações no ano passado, está a acelerar a sua estratégia de expansão através da obtenção de licenças bancárias em mercados chave como França e Estados Unidos. Esta iniciativa surge após a conquista recente da licença bancária completa no Reino Unido, após um processo de aprovação de quatro anos iniciado em 2021, que permite à empresa operar como banco de pleno direito no seu mercado natal, onde já serve mais de 13 milhões de clientes.

Expansão em França com investimento significativo

Em França, a Revolut comprometeu 1,1 mil milhões de dólares para a sua expansão e assinou recentemente um contrato de arrendamento de 10 anos para espaço de escritórios no histórico distrito da Bolsa de Paris. A CEO para a Europa Ocidental, Béatrice Cossa-Dumurgier, afirmou à Reuters que as negociações com o regulador bancário francês, o ACPR, estão "avançadas", embora tenha recusado confirmar um calendário específico para a aprovação. "Se queremos definitivamente tornar-nos o banco principal para todos os nossos clientes, precisamos de expandir a oferta de produtos e ter estes produtos locais", declarou, referindo-se a hipotecas e aos produtos de poupança regulamentados de França como o Livret A.

Ambiciosos planos nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a obtenção de uma licença bancária é vista como uma grande oportunidade de crescimento e o CEO Nik Storonsky afirmou anteriormente que estar regulado em mercados europeus chave como França, Alemanha ou o Reino Unido poderá apoiar os esforços para obter uma autorização americana. Uma licença nos EUA permitiria à Revolut expandir significativamente a sua base de clientes e aprofundar a sua presença num dos maiores mercados financeiros do mundo. O crescimento da empresa tem sido até agora impulsionado principalmente por serviços baseados em comissões e receitas relacionadas com criptomoedas, e a empresa procura agora alargar a sua oferta com uma maior presença em crédito e outros produtos bancários core.

Contexto da licença britânica e transição gradual

A licença no Reino Unido, obtida após anos de espera, marca um ponto de inflexão para a Revolut e deverá remover constrangimentos operacionais, permitindo à empresa escalar os seus serviços bancários de forma mais eficaz. Fundada em 2015, a Revolut tornou-se uma das maiores fintechs europeias, com uma valorização que a coloca ao nível ou acima de alguns bancos europeus tradicionais, incluindo a Société Générale, que tem um valor de mercado de cerca de 54 mil milhões de euros. Embora a Revolut opere atualmente em toda a União Europeia através de uma licença bancária lituana ao abrigo das regras de passaporte europeu, a regulação local nos principais mercados é considerada crítica para oferecer uma gama mais alargada de serviços e construir a confiança dos clientes.


Desafios regulatórios no caminho

Apesar do crescimento rápido, a Revolut tem enfrentado escrutínio regulatório em alguns mercados. No início deste mês, as autoridades italianas multaram a empresa em 13 milhões de dólares por alegadas declarações enganosas relacionadas com os seus serviços de investimento, tendo a Revolut afirmado que discorda das conclusões e planeia recorrer. A Europa Ocidental representa atualmente cerca de um terço das novas adesões de clientes da Revolut, com o crescimento impulsionado principalmente por receitas baseadas em comissões. A capacidade da empresa de obter licenças em França e nos Estados Unidos será determinante para a sua próxima fase de crescimento, enquanto transita de plataforma fintech para banco global de serviço completo.

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