Alex Soares
26/02/2026
Receitas sobem 36%, backlog atinge 1,9 biliões de dólares e empresa prepara lançamento do Neutron para 2026
A Rocket Lab ($RKLB) apresentou resultados acima das estimativas, reforçando a sua posição como uma das empresas espaciais comerciais de crescimento mais rápido.
No trimestre, a empresa registou EPS de -0,09 dólares, melhor do que os -0,10 dólares esperados, enquanto a receita atingiu 179,7 milhões de dólares, ligeiramente acima dos 178,5 milhões estimados. Em termos homólogos, a receita cresceu 36% e o EPS melhorou 10%.
No acumulado do ano, as vendas totalizaram 601,8 milhões de dólares, um aumento de 38% face ao ano anterior.
Carteira de pedidos e contratos
A empresa terminou o período com um backlog de cerca de 1,9 biliões de dólares, representando um crescimento de 73% YoY. Durante o ano, assinou 30 novos contratos de lançamento e garantiu ainda um contrato de defesa no valor de 816 milhões de dólares.
Em 2025, realizou 21 lançamentos com taxa de sucesso de 100%, reforçando a fiabilidade da sua plataforma Electron.
Previsão para o próximo trimestre
Para o próximo trimestre, a Rocket Lab prevê:
Receita: cerca de 192 milhões de dólares (vs. 181 milhões estimados)
Margem bruta: aproximadamente 40% (abaixo dos 43% esperados pelo mercado)
Neutron e expansão estratégica
O primeiro lançamento do foguetão Neutron está agora previsto para o quarto trimestre de 2026, marcando um passo importante na expansão para missões de maior dimensão.
Além disso, a empresa revelou novos painéis solares de silício desenvolvidos para alimentar centros de dados espaciais à escala de gigawatts, preparando-se para a produção em massa. Esta iniciativa reforça a sua estratégia de integração vertical no segmento energético espacial, reduzindo simultaneamente a dependência de minerais críticos com oferta limitada.

Conclusão
Com crescimento sólido de receitas, carteira recorde, contratos estratégicos e avanços tecnológicos tanto em lançamentos como em infraestrutura energética espacial, a Rocket Lab posiciona-se como um player central na nova economia espacial, combinando transporte orbital, defesa e agora soluções energéticas para data centers no espaço.

