Taxas de hipoteca e refinanciamento nos EUA descem mais desde o fim de semana

Taxas de hipoteca e refinanciamento nos EUA descem mais desde o fim de semana

Taxas de hipoteca e refinanciamento nos EUA descem mais desde o fim de semana

Queda nas taxas de hipoteca nos Estados Unidos

As taxas de juro para hipotecas e refinanciamentos nos Estados Unidos registaram uma descida adicional desde o último fim de semana, confirmando uma tendência de alívio no mercado imobiliário. A 12 de abril de 2026, a taxa média para hipotecas de taxa fixa a 30 anos situa-se em níveis inferiores aos da semana anterior, aproximando-se dos valores mais baixos registados em meses recentes. Esta evolução resulta de dados recentes da Freddie Mac e da Associação de Bancos Hipotecários (MBA), que indicam uma redução consecutiva nas taxas, com a hipoteca de 30 anos a rondar os 6,26% em medições recentes, abaixo dos 6,35% da semana anterior.

Esta descida beneficia directamente os proprietários que consideram refinanciar os seus empréstimos, uma vez que taxas mais baixas permitem prestações mensais inferiores ou a consolidação de dívidas a custos reduzidos. O economista-chefe da Freddie Mac, Sam Khater, destacou que esta tendência incentiva muitos proprietários a actuar, com a fatia de pedidos de refinanciamento a atingir quase 60% do total, o nível mais elevado desde janeiro de 2022. Comparativamente, há um ano, as taxas de 30 anos estavam nos 6,09%, mas o actual recuo representa um alívio significativo face aos picos de 6,57% observados em março de 2026.

Impacto no mercado e pedidos de crédito

O mercado reage com maior actividade de refinanciamento, embora os pedidos para compra de imóveis mostrem volatilidade. Dados da MBA revelam aumentos nos pedidos totais de hipotecas em semanas anteriores, como o crescimento de 0,6% na semana encerrada a 7 de novembro de 2025, apesar de taxas elevadas na altura. Mais recentemente, em abril de 2026, as taxas caíram para 6,51% na semana terminada a 3 de abril, abaixo do pico de sete meses, o que estimulou o refinanciamento em 4% numa semana específica, ultrapassando em 150% os níveis do ano anterior.

No entanto, nem todas as métricas são uniformes. Os pedidos para compra caíram em alguns períodos, como 5% numa semana analisada, reflectindo preços de casas ainda elevados e incerteza económica. A taxa para hipotecas de 15 anos também desceu, para 5,41%, contra 5,50% na semana anterior, ampliando as opções para mutuários de prazos mais curtos. Estes movimentos ocorrem num contexto de política monetária da Reserva Federal que, embora não directamente citada, influencia as expectativas de taxas futuras através de ajustes nas taxas directoras.

Contexto europeu e lições para Portugal

Em Portugal, onde a maioria dos créditos à habitação é indexada à Euribor, a evolução é contrastante. A Euribor subiu em março de 2026, com a média a 12 meses a aumentar 34,4 pontos base para 2,565%, afectando prestações revistas em abril. Contratos a três, seis e 12 meses enfrentam subidas, com impactos estimados em 7,30 euros para três meses, 32,18 euros para seis meses e 13,69 euros para 12 meses, num exemplo de prestação de cerca de 850 euros. Esta divergência entre os EUA e a Europa sublinha como as taxas variáveis predominantes em Portugal expõem os mutuários a flutuações mais directas, ao passo que as hipotecas fixas nos EUA oferecem maior previsibilidade.

A descida nos EUA pode sinalizar uma tendência global de abrandamento das taxas, dependendo da inflação e do crescimento económico. Para investidores e famílias portuguesas, monitorizar estes indicadores internacionais ajuda a antecipar movimentos na Euribor e nas spreads bancárias, que em fevereiro de 2026 se situavam nos 2,83% para novos créditos à habitação. Esta análise reforça a importância de rever contratos em períodos de transição, especialmente com mais de 95% dos créditos variáveis indexados à Euribor.

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