Trabalhadores de turnos mostram maior satisfação no emprego apesar de clima económico negativo

Trabalhadores de turnos mostram maior satisfação no emprego apesar de clima económico negativo

Trabalhadores de turnos mostram maior satisfação no emprego apesar de clima económico negativo

Paradoxo positivo: satisfação no emprego cresce em meio a baixos níveis de confiança do consumidor

Em contraste com a narrativa negativa predominante, a satisfação no emprego dos trabalhadores de turnos aumentou no último ano, apesar do sentimento do consumidor estar próximo dos mínimos históricos, segundo um estudo divulgado na terça-feira[1].

A empresa global Deputy, que auxilia pequenas empresas com gestão de horários, recursos humanos e serviços relacionados, revelou que o seu estudo anual mostrou um ligeiro aumento de trabalhadores que se sentem bem no emprego e uma queda significativa de quem se sente insatisfeito[1].

78,9% dos trabalhadores entrevistados relataram sentir-se positivos ao final dos seus turnos, um aumento de quase 0,5% face ao ano anterior[1]. Ao mesmo tempo, a percentagem de quem se sente insatisfeito caiu para 5,9%, o valor mais baixo em quatro anos de história do estudo[1].

Contexto económico e mudanças demográficas no setor de turnos

Estudos de grupos como a Universidade de Michigan, o Federal Reserve Bank of New York e o Conference Board revelam ansiedade sobre finanças familiares e insegurança no emprego[1]. Contudo, os resultados positivos surgem em meio a mudanças demográficas no setor de turnos, com a geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) constituindo o maior segmento do grupo[1].

"Este resultado ocorre em período de mudança significativa no mercado de trabalho", afirmou Silvija Martincevic, CEO da Deputy. "Esta transição é importante porque trabalhadores em diferentes fases da vida relatam experiências distintas no trabalho, tornando esta transição geracional parte fundamental da história dos resultados deste ano"[1].

Melhores e piores locais para trabalhar em turnos

Quando analisados por categoria, o lugar teóricamente mais feliz para trabalhar oito horas é como trabalhador de casino em Rhode Island, com 100% de avaliações positivas[1]. Rhode Island também obteve pontuação perfeita, atribuída a mercados de trabalho restritos e indústrias de hotelaria e turismo robustas[1].

A hotelaria teve o maior ranking geral, com 82,98% de avaliações positivas, seguida pela retail com 82,62%[1]. Entre as quatro categorias principais, a saúde teve o menor índice positivo, 72,89%, sendo o segundo ano consecutivo como indústria líder em criação de emprego[1].

Outros sub-setores com altas avaliações positivas foram lojas de artigos de fogo (89,53%), cafés e cafetarias (89,50%) e alojamento (84,09%)[1]. No extremo inferior, fast food e restaurantes de caixa registaram 80,30% e cuidados domésticos 73,14%[1]. Cafés e cafetarias tiveram a maior percentagem de respostas "incríveis", 72,64%[1].

As respostas negativas mais elevadas foram de lojas de tabaco, cigarros eletrónicos e marijuana (13,34%), saúde animal (13,07%) e instituições de cuidados (11,55%)[1].

Distribuição geográfica e geracional da satisfação

Geográficamente, Alaska (95,35%) ficou em segundo lugar após Rhode Island, enquanto Hawaii (92,89%) ocupou o terceiro lugar[1]. As avaliações mais negativas foram em Arkansas (12,68%), New Hampshire (12,31%) e District of Columbia (11,11%)[1].

Geracionalmente, a geração Alpha teve o maior índice positivo com 88,88%, seguida pela geração Z com 78,42%[1]. Os autores do estudo notaram o aumento de pessoas no grupo intermediário que apenas respondem "ok" quando questionadas sobre sentimentos no trabalho, chegando a 15,2% e sendo o grupo de crescimento mais rápido[1].

"A moral no trabalho permanece alta quando as empresas focam em horários confiáveis, remuneração equitativa e apreciação significativa", afirmou o estudo. "Negligenciar estas necessidades fundamentais frequentemente resulta em trabalhadores desengajados ou que escolhem deixar os seus cargos"[1].

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