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20/01/2026

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Ameaça de tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses provoca queda acentuada nas ações do setor e aumenta a tensão comercial entre Washington e Paris.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende impor uma tarifa de 200% sobre o vinho e o champanhe provenientes de França, numa tentativa de pressionar o Presidente francês, Emmanuel Macron, a aderir ao seu chamado “Conselho da Paz”.

A medida tem como objetivo forçar Paris a alinhar-se com a sua iniciativa diplomática, que descreve como um novo fórum internacional destinado a mediar conflitos globais e reforçar a influência norte-americana nos processos de negociação.

O que é o board of Peace?

O Board of Peace é uma estrutura proposta pela administração Trump que convidou cerca de 58 países para fazer parte do conselho, incluindo grandes potências e economias emergentes, com o objetivo declarado de coordenar esforços de resolução de conflitos e criação de um novo quadro diplomático pós–crises.

Entre os países convidados estão:

  • Alemanha

  • Reino Unido

  • Índia

  • Japão

  • Brasil

  • Itália

  • Coreia do Sul

  • Rússia

  • China
    … e outros membros da UE e do G20.


Reações imediatas dos mercados

A ameaça já teve impacto nos mercados: as ações de empresas francesas com forte exposição ao setor de vinhos e champanhes recuaram hoje, após as declarações do Presidente norte-americano.

  • LVMH que detém marcas como Moët & Chandon e Veuve Clicquot, caiu mais de 2%.

  • Rémy Cointreau SA registou uma queda próxima dos 2% no mesmo período de mercado


A ameaça representa uma forte escalada nas tensões comerciais entre os dois países e poderá afetar duramente um dos setores mais emblemáticos das exportações francesas. Os Estados Unidos são um dos maiores mercados externos para vinhos e champanhes franceses, pelo que uma tarifa desta dimensão tornaria os produtos praticamente inviáveis em termos de preço para consumidores e distribuidores americanos.

Será que Macron cederá à pressão e anunciará a adesão ao Conselho da Paz, ou vamos continuar a assistir a uma escalada de tensões comerciais entre os EUA e os seus principais parceiros europeus?

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