22/01/2026
Entendimento envolve acesso a terras, minerais, defesa e investimento em infra-estruturas, com o objetivo de travar a influência russa no Ártico.
Donald Trump divulgou ontem novos pormenores sobre o entendimento em torno da Gronelândia e do Ártico, um acordo informal com implicações relevantes para os sectores da defesa, mineração e infra-estruturas.
O Presidente indicou que a iniciativa pretende combinar acesso territorial limitado, exploração de recursos minerais estratégicos e cooperação militar, criando um quadro estável de longo prazo para investimento e segurança.Principais pontos do acordo Trump–Gronelândia:
Acesso dos EUA a “pequenas parcelas de terra” em território da Gronelândia
Participação norte-americana nos direitos de exploração de minerais, incluindo terras raras
Duração indefinida do acordo, sem prazo formal estabelecido
Objetivo explícito de bloquear a influência russa na região do Ártico
Integração no sistema de defesa norte-americano “Golden Dome”
Abertura a investimento em infra-estruturas financiado e apoiado pelos EUA
Trump descreveu o entendimento como essencial para reforçar a posição estratégica dos Estados Unidos numa região cada vez mais relevante devido aos recursos naturais, novas rotas marítimas e competição geopolítica global.
Apesar do anúncio, o acordo ainda não é formal e continua a gerar reservas junto de responsáveis europeus e da Dinamarca, que detém soberania sobre a Gronelândia, sublinhando que qualquer alteração ao estatuto do território terá de respeitar o direito internacional.

