Bruxelas pondera tarifas e restrições de mercado em resposta às ameaças de Washington à Gronelândia, intensificando a tensão comercial enquanto mercados permanecem fechados.
A União Europeia (UE) está a avaliar a imposição de até 100 mil milhões de dólares em tarifas e restrições comerciais a empresas norte-americanas, numa reação direta às recentes ameaças do Governo de Donald Trump relacionadas com a Gronelândia.
A medida surge no contexto das novas tarifas de 10% anunciadas pelos EUA sobre produtos provenientes de países europeus como Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia. Em resposta, Bruxelas estuda contramedidas que possam pressionar economicamente os Estados Unidos enquanto os mercados permanecem fechados, numa demonstração de força de ambas as partes.
A proposta ainda não foi formalizada, mas especialistas alertam para um potencial aumento da tensão comercial entre os dois blocos, que poderia afetar desde o comércio de bens industriais até às cadeias de abastecimento globais. A UE insiste na necessidade de proteger os interesses dos seus Estados-membros, particularmente aqueles diretamente envolvidos nas disputas territoriais e económicas com os EUA.
Enquanto a situação evolui, analistas de mercado recomendam cautela, já que a incerteza sobre tarifas e restrições comerciais pode gerar volatilidade significativa nos mercados financeiros globais.

