Unilever revê em alta perspetivas após forte crescimento de volumes no segundo trimestre

Unilever revê em alta perspetivas após forte crescimento de volumes no segundo trimestre

Unilever revê em alta perspetivas após forte crescimento de volumes no segundo trimestre

A Unilever reportou um crescimento acelerado liderado por volumes no segundo trimestre, levando a empresa de bens de consumo a rever em alta a orientação para o conjunto do ano, com a expetativa de que os preços se tornem um contributo mais relevante na segunda metade.

O diretor financeiro, Srinivas Phatak, indicou que as vendas subjacentes aumentaram 4,8% no primeiro semestre, incluindo um crescimento de 4,2% proveniente dos volumes e 0,6% do efeito preço. No segundo trimestre, o crescimento das vendas subjacentes acelerou para 5,8%, impulsionado por um aumento de 5,5% nos volumes, descrito pela gestão como o mais forte desempenho trimestral de volumes da Unilever desde 2010.

O volume de negócios do primeiro semestre ascendeu a 25,6 mil milhões de euros, uma subida de 0,5% face ao período homólogo. As aquisições líquidas de alienações contribuíram com 0,7% para o crescimento do volume de negócios, enquanto os movimentos cambiais reduziram a faturação em 4,9%. O lucro operacional subjacente aumentou 0,9%, para 5,2 mil milhões de euros, e o lucro subjacente por ação avançou 2,4%, para 1,61 euros. O fluxo de caixa livre cresceu 500 milhões de euros em termos homólogos, para 1,5 mil milhões de euros.

Marcas de poder e Home Care impulsionam o crescimento

As marcas de poder da Unilever, que representam 78% do volume de negócios, registaram um crescimento de 6% no primeiro semestre e de 6,9% no segundo trimestre. No segundo trimestre, o crescimento de volumes destas marcas atingiu 6,8%, com 15 das 30 marcas de poder da empresa a registarem crescimentos de dois dígitos.

Na divisão Beauty and Wellbeing, o crescimento das vendas subjacentes foi de 5,9% no primeiro semestre, acelerando para 8,1% no segundo trimestre. Os cuidados de cabelo cresceram 9% no período, apoiados pelas marcas Dove, Sunsilk e K18. A Vaseline registou também um crescimento de dois dígitos, enquanto o portefólio de beleza de prestígio acelerou, com Paula's Choice, Hourglass e Tatcha a apresentarem igualmente crescimentos de dois dígitos no segundo trimestre.

A área de Personal Care cresceu 4,8% no primeiro semestre e 5,9% no segundo trimestre. A empresa indicou que recuperou a liderança de quota de mercado em desodorizantes nos Estados Unidos, apoiada pela marca Dove, enquanto a Rexona voltou a crescer no Brasil após alterações na combinação de formatos e no espaço de prateleira.

A divisão de Home Care foi o grupo de negócio com crescimento mais rápido, com vendas subjacentes em alta de 7,6% no primeiro semestre e de 9,1% no segundo trimestre. Quase todo o crescimento no primeiro semestre foi gerado por volumes. O segmento beneficiou de um forte crescimento em detergentes para roupa na Índia, Brasil e Indonésia, bem como da continuação do dinamismo nos intensificadores de fragrância para roupa, liderados pela marca Comfort.

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