A Apple recuperou a liderança no mercado chinês de smartphones no terceiro trimestre de 2025, com os envios de iPhone a crescerem 28% face ao período homólogo, segundo dados da Counterpoint Research. O desempenho destacou-se num mercado que encolheu 1,6%, permitindo à empresa ultrapassar concorrentes locais como a Huawei e a Xiaomi, cujas vendas caíram em dois dígitos.
iPhone 17 impulsiona a recuperação
O principal motor da recuperação foi a forte procura pela linha iPhone 17, que beneficiou de uma combinação de atualização de ciclo, descontos promocionais e melhor posicionamento no segmento premium. A Counterpoint indicou ainda que a Apple chegou a representar cerca de um em cada cinco envios no maior mercado mundial de smartphones durante o trimestre, reforçando a sua presença num momento de maior pressão sobre os fabricantes Android.
Escassez de chips favorece a Apple
A escassez de chips de memória afetou sobretudo os dispositivos Android de gama média e baixa, o que pressionou custos e levou a previsões de aumento de preços no primeiro trimestre de 2026. Como a Apple atua principalmente no segmento premium, acabou por estar menos exposta a essa pressão e conseguiu captar procura adicional num mercado ainda marcado por cautela dos consumidores.
Grande China volta a ser um motor de receita
Nos resultados fiscais mais recentes, referentes ao primeiro trimestre fiscal de 2026, a Apple reportou vendas na Grande China de 25,5 mil milhões de dólares, um aumento de 38% face ao período homólogo e bem acima das estimativas dos analistas. A região representou 18% da receita total, com Tim Cook a destacar recordes de atualizações e migração de utilizadores de outras marcas para o iPhone.
Reação dos analistas melhora
O regresso da Apple à liderança na China alterou o tom de vários analistas, que passaram a encarar o mercado chinês como um fator positivo para a tese de investimento. A leitura agora é de que a empresa conseguiu transformar a fraqueza estrutural do mercado local numa vantagem competitiva relativa, sobretudo no segmento premium.
Implicações para a cotação da AAPL
Apesar de as reações iniciais em bolsa terem sido moderadas, os dados mais recentes reforçam a ideia de que a Apple continua a ter capacidade para surpreender positivamente num dos seus mercados mais importantes. O cenário na China ajuda a compensar riscos geopolíticos e dá mais suporte à avaliação da ação, sobretudo se a procura pelo iPhone 17 se mantiver forte nos próximos trimestres.


