Visa regista crescimento de receita mais forte desde 2022

Visa regista crescimento de receita mais forte desde 2022

Visa regista crescimento de receita mais forte desde 2022

A Visa apresentou no primeiro trimestre fiscal de 2026 receitas de 10,9 mil milhões de dólares, um crescimento homólogo de 15%, no melhor arranque trimestral da empresa desde 2022. O desempenho foi impulsionado pela resiliência do consumo, por volumes de pagamento robustos, por uma atividade transfronteiriça mais forte e pela expansão contínua dos serviços de valor acrescentado.

Lucro e atividade comercial aceleram

O CEO Ryan McInerney descreveu o trimestre como muito forte, destacando o contributo das divisões de produtos comerciais e de soluções de movimentação de fundos. Em paralelo, o lucro por ação cresceu 15% em termos homólogos, confirmando que a evolução das receitas também se traduziu em melhoria operacional.

Serviços de valor acrescentado ganham peso

Os serviços de valor acrescentado tornaram-se um dos motores centrais do negócio, com receitas a subir 28% em moeda constante para 3,2 mil milhões de dólares no trimestre. A empresa referiu maior procura por consultoria, prevenção de fraude, ferramentas de risco e soluções de marketing, um sinal de que a Visa está a monetizar melhor o seu ecossistema para lá do processamento tradicional de pagamentos.

Crescimento estrutural continua intacto

Nos últimos doze meses, a receita da Visa atingiu 41,4 mil milhões de dólares, refletindo uma trajetória de expansão sustentada ao longo dos últimos anos. Entre 2021 e 2025, a empresa passou de 24,1 mil milhões para 40 mil milhões de dólares em receita anual, o que traduz uma taxa média de crescimento anual próxima de 12,5%.

Avaliação mais contida que a média histórica

No mercado, a ação negoceia a cerca de 22 vezes os ganhos esperados para os próximos doze meses, abaixo da mediana dos últimos cinco anos, situada em 26,12 vezes. Esse desconto relativo ajuda a explicar porque é que muitos investidores continuam a ver a Visa como uma qualidade defensiva dentro do setor financeiro, apesar do preço já refletir uma parte importante da sua força operacional.

Wall Street mantém perspetiva positiva

Os analistas continuam construtivos em relação ao título, com um preço-alvo médio agregado de cerca de 402 dólares entre 38 casas de investimento, num intervalo que vai dos 330 aos 450 dólares por ação. O RBC Capital Markets reafirmou recentemente a recomendação de compra, com objetivo de 395 dólares, reforçando a leitura de que a Visa ainda tem margem para continuar a criar valor.

Margens e retorno ao acionista seguem fortes

Operacionalmente, a Visa mantém margens excecionais, com margem de lucro líquido de 49,7% e rentabilidade sobre capitais próprios de 53,6%. A empresa devolveu também 5,1 mil milhões de dólares aos acionistas através de recompras e dividendos no trimestre mais recente, mantendo uma política consistente de retorno de capital.

Riscos de longo prazo

Apesar do quadro favorável, a expansão da Visa enfrenta pressões estruturais. Reguladores continuam a discutir eventuais alterações às taxas de pagamento, enquanto fintechs e sistemas de pagamento em tempo real ganham espaço e podem limitar a velocidade de crescimento futuro.

Modelo continua robusto

Ainda assim, o modelo de negócio da Visa continua assente em efeitos de rede muito fortes, diversificação crescente e elevada geração de caixa. Mesmo com a desaceleração face aos ritmos mais agressivos observados em 2022, o crescimento em dois dígitos e a qualidade dos resultados mantêm a tese de investimento intacta.

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